Um juiz ordenou nesta sexta-feira a remoção do nome do presidente Donald Trump do Kennedy Center for the Performing Arts, decidindo que o icônico espaço cultural de Washington não pode ser renomeado sem um voto do Congresso. A mudança de nome e as alterações operacionais provocaram uma onda de boicotes, com diversos atores, músicos e companhias residentes cancelando apresentações no local. O juiz distrital Christopher Cooper, em Washington, determinou que o governo Trump remova, em até 14 dias, toda a sinalização física contendo o nome de Trump e elimine qualquer referência a um “Trump Kennedy Center” de materiais oficiais. Ele também barrou a proposta do governo de manter o centro fechado por dois anos para reformas, dizendo que é possível mantê-lo aberto e fazer a manutenção. Cooper foi indicado pelo presidente Barack Obama em 2013. “O estatuto orgânico do Kennedy Center deixa absolutamente claro que o centro deve levar o nome do presidente Kennedy, e não pode receber qualquer outro nome formal ou memorial público com base em uma decisão unilateral do conselho”, escreveu Cooper em sua decisão no Tribunal Distrital dos EUA em Washington. “O Congresso deu nome ao Kennedy Center, e apenas o Congresso pode alterá-lo.” A decisão de Cooper foi resultado de uma ação movida contra Trump pela deputada Joyce Beatty, democrata de Ohio e membro nato do Conselho de Administração do Kennedy Center. A recente decisão judicial representa um ponto de inflexão importante após meses de turbulência envolvendo a instituição. O presidente Trump e o conselho do centro haviam anunciado anteriormente uma votação unânime para fechar o complexo para uma reforma de US$ 257 milhões durante dois anos, com início previsto para julho. Em seguida, ocorreram mudanças na equipe e demissões em massa. A recente liminar anulou a votação que autorizava o fechamento, permitindo que o governo realize reparos necessários no edifício sem interromper totalmente as atividades da instituição. No fim de 2025, o conselho, dominado por pessoas indicadas pelo presidente, votou pela mudança do nome da instituição cultural para incluir o nome de Trump. A decisão foi duramente criticada pela família Kennedy e levou parlamentares a entrarem com ações judiciais federais, culminando na decisão do juiz que determinou a retirada do nome de Trump da instalação.