Declaração de bens feita pelo ex-governador à Justiça Eleitoral mostra renda concentrada em uma holding familiar e em fundos de investimentos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema, governador de Minas Gerais — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo O ex-governador Romeu Zema (Novo) atribui o crescimento de seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral nos últimos quatro anos às participações mantidas por ele em um grupo de empresas que ajudou a fundar e a investimentos financeiros. Como mostrou o GLOBO, o mineiro informou neste ano ter R$ 178,7 milhões em bens, um aumento em relação aos 129,7 milhões declarados em 2022 (transformados em R$ 154,9 milhões em valores corrigidos pelo IPCA do período). Em nota, a campanha do presidenciável afirmou que a "evolução de patrimônio" do candidato é "proveniente das ações que detém em um grupo de empresas que ajudou a criar, além de aplicações financeiras". O comunicado também classifica Zema como um "empresário bem-sucedido e que inaugurou mais de 470 lojas focadas em atender, principalmente, municípios com menos de 50 mil habitantes". "Há muitos políticos que escondem o seu patrimônio, já Romeu Zema sempre foi muito transparente com os ganhos e gastos pessoais e profissionais, pois sempre atuou com responsabilidade fiscal", acrescentou o texto. Neste ano, a maior fatia na lista de bens do presidenciável corresponde à participação do mineiro em uma holding familiar, que soma R$ 94,5 milhões. Zema também declarou R$ 56,2 milhões relativos a um fundo de investimento, R$ 16,8 milhões em participação em uma instituição financeira e R$ 3,96 milhões em aplicações de renda fixa. Na eleição passada, em 2022, o patrimônio do mineiro era puxado pela cota de 27,14% na empresa Ricardo Zema Participações, que equivalia a R$ 72,3 milhões. Quando Zema se candidatou pela primeira vez, em 2018, o total de bens alcançava R$ 105,5 milhões (já corrigidos pela inflação do período).