0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bradesco prevê que — Foto: Reprodução A indústria frigorífica já planeja férias coletivas e redução no ritmo de abates, diante do esgotamento da cota de exportação de carne bovina sem sobretaxa para a China. Essa perda de ritmo, no entanto, deve durar apenas até a primeira semana de outubro. Essa é a perspectiva traçada pelo Bradesco, que prevê que o quarto trimestre repita a lógica adotada pelo setor no primeiro semestre deste ano, com os frigoríficos voltando a alongar as escalas e a operar em ritmo acelerado. A estratégia se explica pela necessidade de retomar a produção com antecedência suficiente para que os embarques ocorram em meados de novembro, diz o relatório do banco. Com o tempo de trânsito até a China, essas cargas chegariam em janeiro de 2027 e passariam a ser contabilizadas na nova cota anual, fixada em 1,128 milhão de toneladas. Em comunicado publicado nesta segunda-feira, o Ministério do Comércio da China informou que as importações de carne bovina do Brasil atingiram 90% da cota estabelecida para este ano. O limite é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de 12%. A partir desse volume, incide uma tarifa adicional de 55%. Nas contas do Bradesco, no entanto, a cota já foi efetivamente alcançada, considerando o tempo médio de aproximadamente 45 dias entre a saída dos portos brasileiros e a chegada da carne à China. Nas estimativas do banco, que acompanha os dados semanais de exportação do MDIC, os embarques até a segunda semana de julho já totalizavam 1,14 milhão de toneladas — volume equivalente a 103% da cota de 1,106 milhão de toneladas.