Episódios recentes de carteiras sem lastro, com garantias frágeis ou fraudadas, expuseram lacunas nos processos de verificação e diligência do mercado; certificação independente e automatizada de 100% dos ativos surge como camada de proteção para devolver credibilidade às operações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Divulgação — Foto: Divulgação O crédito estruturado brasileiro viveu, entre o fim de 2025 e o início de 2026, seu momento de maior tensão em anos. Liquidações decretadas pelo Banco Central em instituições financeiras e gestoras de fundos revelaram carteiras superavaliadas, ativos sem lastro real e, em alguns casos, direitos creditórios contabilmente inexistentes usados como garantia. O impacto foi estimado em mais de R$ 11 bilhões em desvios, com um desembolso sem precedentes por parte do Fundo Garantidor de Créditos e mais de 1,5 milhão de clientes afetados. Os casos são amplamente noticiados e, segundo especialistas, poderiam ter sido mitigados com um ingrediente que o mercado ainda não havia incorporado como padrão: a verificação independente e certificada do lastro. O paradoxo é que a classe nunca foi tão grande nem tão acessível. O patrimônio líquido dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) superou R$ 741 bilhões em novembro de 2025, alta de 22,5% em 12 meses, segundo a Anbima. A base de investidores mais que dobrou após a abertura ao varejo promovida pela Resolução CVM 175. Só no primeiro semestre de 2026, a captação líquida da classe ficou na casa dos R$ 30 bilhões. Mais dinheiro, mais investidores de varejo, mais originadores digitais e uma superfície de risco proporcionalmente maior quando a integridade do lastro não é verificada. Os registros de fraudes financeiras no país cresceram mais de 10% no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Banco Central divulgados pela imprensa. Analógico no lugar errado O crédito estruturado se digitalizou na originação, com contratos eletrônicos, assinatura digital e integração com registradoras, mas seguiu analógico na etapa que mais importa para o investidor: a checagem do lastro. Na prática de mercado, a verificação ainda é feita por amostragem, auditando uma fração da carteira e extrapolando a confiança para o restante. Os documentos que comprovam a existência e a titularidade do ativo, como CCBs, notas comerciais, duplicatas, CPRs e comprovantes de liquidação, ficam dispersos em silos de originadores, custodiantes e administradores. Com frequência, quem origina ou distribui o ativo é também quem atesta sua existência, criando um conflito de interesse estrutural. Nesse ambiente, fraudes de lastro encontram espaço: duplicatas frias, carteiras infladas, o mesmo recebível cedido a mais de um fundo, colaterais que não existem. Os episódios recentes demonstraram que nem porte nem reputação da contraparte substituem verificação e que o custo da confiança cega pode ser sistêmico. "O mercado de crédito estruturado cresceu mais rápido do que a infraestrutura de confiança que o sustenta. A originação se digitalizou, mas a verificação de lastro continuou analógica, amostral e, muitas vezes, conduzida por partes com interesse no resultado. Os episódios recentes mostraram o custo sistêmico dessa assimetria," afirma Vitor Levi, CEO e fundador da Finner. A régua regulatória subiu A Resolução CVM 175 reposicionou o dever de diligência sobre os direitos creditórios. Sob o novo arcabouço, a verificação de lastro integra as obrigações do gestor, que pode contratar terceiros para executá-la mas não transfere a responsabilidade pela evidência. A demanda por comprovação robusta, independente e auditável de que a diligência foi realizada cresce na mesma proporção em que cresce a atenção dos reguladores e dos investidores institucionais sobre a classe. É nesse contexto que emerge um novo tipo de infraestrutura para o mercado de crédito: plataformas de certificação de lastro que substituem a amostragem pela validação tecnológica de 100% das carteiras. A Veryfinner, desenvolvida pela Finner, ecossistema de tecnologia para o mercado de capitais brasileiro, é uma dessas soluções. Por meio de cruzamento multidimensional de dados, a plataforma confronta cada operação com seus documentos primários de lastro (CCBs, notas comerciais, CPRs, duplicatas), com documentos de suporte como comprovantes de liquidação via TED e Pix, e com bases externas consultadas em tempo real. O Certificado de integridade Cada lastro validado recebe o que a empresa chama de "certificado de integridade": um certificado de verificação acompanhado de trilha digital auditável de origem e titularidade, cuja autenticidade pode ser conferida por qualquer participante do mercado, seja investidor, administrador fiduciário, auditor ou regulador. O modelo foi desenhado para garantir imparcialidade: a validação é feita por um terceiro sem interesse na operação, separando estruturalmente quem origina de quem atesta. Um aspecto diferenciador é a integridade contínua: o certificado é revogável. Se a integridade do lastro for comprometida após a emissão, o selo muda para "Revogado", com data e histórico auditável públicos. A solução é aderente às exigências da CVM 175, da Resolução CVM 60, às boas práticas da Anbima e à Lei Geral de Proteção de Dados. "Não existe mais razão técnica para validar uma amostra e confiar no restante. Hoje é possível verificar 100% dos lastros, cruzando cada operação com seus documentos, com as trilhas de liquidação e com a possibilidade de utilização de bases externas consultadas em tempo real. E, tão importante quanto, essa verificação pode ser feita por um terceiro imparcial e registrada em um certificado que qualquer investidor confere em segundos," avalia Levi. O lastro como ativo de mercado A tese da Finner vai além da conformidade regulatória. Para a empresa, a certificação de lastro tende a se tornar padrão de mercado da mesma forma que o parecer de auditoria independente se consolidou como exigência nos balanços corporativos. Um ativo que circula com certificado de integridade verificável carrega um diferencial concreto: maior credibilidade para investidores, distribuição mais eficiente e potencial de melhor precificação no mercado secundário. "Nossa tese é que o lastro certificado vai se tornar o padrão do mercado. O ativo que circula com um certificado de integridade vale mais, custa menos para distribuir e encontra liquidez com mais facilidade. Confiança verificável é o novo prêmio de risco," diz o executivo. O mercado de crédito estruturado brasileiro chegou a um ponto em que crescimento e credibilidade precisam caminhar juntos. A digitalização da originação foi o primeiro passo; a certificação independente do lastro pode ser o segundo. Para investidores, gestores e reguladores, a pergunta já não é se verificar, mas como verificar com evidência suficiente para sustentar a confiança de um mercado de mais de R$ 740 bilhões. SOBRE A FINNER A Finner é um ecossistema de tecnologia que redesenha a infraestrutura do mercado de capitais brasileiro. Em uma plataforma SaaS unificada, atende originadores, gestoras, securitizadoras, administradores fiduciários e instituições financeiras ao longo de todo o ciclo de vida do ativo. Mais informações: www.finner.com.br SOBRE A VERYFINNER A Veryfinner é a plataforma de certificação de lastro da Finner. Por meio de cruzamento multidimensional de dados, valida 100% das carteiras de crédito, sem amostragem. Cada lastro certificado recebe um certificado de integridade com certificado de verificação e trilha digital auditável, verificável por qualquer participante do mercado. A solução é aderente à CVM 175, CVM 60, boas práticas Anbima e LGPD. Mais informações: www.veryfinner.com.br
Depois de fraudes e negligências, mercado de crédito reage com processos e tecnologia para conter a crise de confiança
Episódios recentes de carteiras sem lastro, com garantias frágeis ou fraudadas, expuseram lacunas nos processos de verificação e diligência do mercado; certificação independente e automatizada de 100% dos ativos surge como camada de proteção para devolver credibilidade às operações







