Ministro da Defesa paquistanês informou que 'os sinais dos últimos dois ou três dias indicam que estamos próximos de algum tipo de acordo' e que entendimento beneficiaria região do Golfo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma faixa com a foto do presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado de um sistema de mísseis iraniano na Praça Azadi, em Teerã, Irã, em 30 de julho de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, afirmou que Estados Unidos e Irã estão próximos de chegar a “algum tipo de acordo” e disse que uma paz duradoura beneficiaria toda a região do Golfo Pérsico, segundo reportagem da Bloomberg publicada nesta terça-feira. “As coisas estão novamente caminhando a favor de um acordo de paz ou de um entendimento”, declarou Asif à agência de notícias. “Os sinais dos últimos dois ou três dias indicam que estamos próximos de algum tipo de acordo”, completou. As declarações ocorrem em meio às negociações entre Irã e Omã para a reabertura do Estreito de Ormuz. O bloqueio da hidrovia, estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural, já tem reflexos sobre a economia: o custo diário do frete de um superpetroleiro na principal rota entre o Oriente Médio e a China se aproxima de US$ 500 mil, mais que o dobro do registrado antes da guerra. Teerã, porém, tem vinculado a abertura da via marítima a uma série de concessões de Washington, como o fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos, a liberação de ativos congelados e o pagamento de indenizações pelos danos provocados pela guerra. Na segunda-feira, Trump elevou o tom em resposta às exigências das autoridades iranianas e afirmou que a República Islâmica é quem deveria pagar pelos danos causados por ofensivas anteriores, depois de acusar o país de buscar publicamente indenização pelas perdas provocadas pela guerra. Petroleiros atravessam o Estreito de Ormuz em 21 de dezembro de 2018 — Foto: REUTERS/Hamad I Mohammed/Foto de arquivo No domingo, em entrevista ao portal de notícias Axios, o presidente americano também havia mudado de postura ao sinalizar que estaria disposto a aumentar a pressão econômica sobre o Irã em vez de lançar novos ataques militares. "Estamos apenas observando o Irã, com sua enorme inflação e o fato de não terem dinheiro", disse o presidente ao site, afirmando que o bloqueio naval americano vinha agravando os problemas financeiros iranianos. “Estamos mantendo isso em baixa intensidade”, acrescentou. Até o momento, o conflito no Oriente Médio impôs fortes perdas à economia iraniana, destruindo boa parte da capacidade industrial do país e reduzindo drasticamente as exportações de petróleo em meio ao bloqueio americano. Dados do banco central indicam que a inflação anual chegou recentemente a 77%, enquanto o rial acumula desvalorização de mais de 10% desde o início da guerra. Anteriormente, a queda da moeda já havia contribuído para desencadear uma onda de protestos em todo o país, que atingiu o auge no início deste ano e foi reprimida pelas autoridades, deixando milhares de mortos. Até agora, não há sinais de retomada das manifestações contra o governo. Apesar das incertezas, as falas de Asif renovaram as expectativas de um possível entendimento e fez os preços do petróleo caírem. Segundo relatos, o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, chegou a Teerã para participar de negociações. O país tem atuado como mediador entre EUA e Irã desde o início da guerra.