0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Festa da torcida com escudos do Vasco no Maracanã — Foto: Marcelo Theobald A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pela recuperação judicial do Vasco da Gama e da Vasco SAF, decidiu na sexta-feira passada reduzir de dois para um os administradores judiciais que atuam no processo. O escritório Wald Advogados foi mantido; saiu a K2 Consultoria. O Ministério Público, aliás, já vinha pedindo essa redução justamente para economizar despesas. Beleza. Mas a juíza Simone Chevrand aproveitou para recorrer a uma figura pouco utilizada, batizada de gatekeeper, com a função de fiscalizar o trabalho da própria administradora judicial. O escolhido foi o escritório Gussem e Lemos Basto Advogados, comandado por José Eduardo Gussem, ex-procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio. O processo passa a ter três camadas de supervisão ao mesmo tempo: a Wald como administradora judicial, o escritório de Athos de Andrade Figueira Neves como watchdog, nomeado depois que o TJ-RJ apontou "falhas de governança" nas recuperandas, e agora o gatekeeper de Gussem, para vigiar quem vigia. Na própria sexta-feira, o MP protocolou um parecer manifestando "estranheza" com a decisão. Para o promotor Anco Márcio Valle, da 5ª Promotoria de Massas Falidas, a nova função é "similar ou quase idêntica" à do administrador judicial e chega justamente quando os recursos do empréstimo DIP do clube já se esvaíram. Ou seja, a economia pedida de um lado da decisão foi compensada, do outro, por uma despesa nova. O gatekeeper ainda precisa aceitar o encargo — e dizer quanto vai custar.