Ex-primeira-dama deve permanecer com Bolsonaro nesta terça; campanha tenta convencê-la a viajar ao Rio para estreia do presidenciável no domingo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em manifestação na Esplanada dos Ministérios — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deve ficar de fora nesta terça-feira da reunião convocada por Flávio Bolsonaro (PL) com cerca de 50 candidatos ao Senado apoiados pelo presidenciável. Embora dispute uma das vagas pelo Distrito Federal e esteja entre os nomes que integram a estratégia nacional do enteado, a ex-primeira-dama deve permanecer em casa para preparar o almoço de Jair Bolsonaro, de quem tem se dedicado a cuidar desde que o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar. A ausência adiará mais uma vez um reencontro entre Michelle e Flávio. Os dois não se veem pessoalmente desde a crise que marcou a montagem da campanha presidencial. A reconciliação ocorreu publicamente, depois de o senador divulgar um vídeo pedindo desculpas e a ex-primeira-dama responder que o perdoava, mas ainda não se traduziu numa agenda conjunta. Aliados de Michelle também avaliam que uma reunião com dezenas de candidatos não seria o ambiente ideal para que os dois se encontrassem pela primeira vez depois do episódio. Além dos postulantes ao Senado, o encontro terá dirigentes e integrantes da campanha e será usado para alinhar discursos, organizar agendas e produzir conteúdos eleitorais. Enquanto a presença nesta terça é considerada improvável, a campanha de Flávio concentra esforços em outra tentativa: convencer Michelle a viajar ao Rio no domingo, dia 16, para participar da estreia oficial do presidenciável na Praia de Copacabana. A possibilidade também enfrenta resistência, desta vez porque exigiria que a ex-primeira-dama deixasse Brasília e permanecesse mais tempo afastada de Bolsonaro. Michelle tem deixado claro a aliados que viagens são mais difíceis de encaixar na rotina montada em torno dos cuidados com o marido. A própria campanha ao Senado pelo Distrito Federal foi desenhada para reduzir seus períodos fora de casa, com compromissos curtos e, sempre que possível, próximos à residência. Por isso, a ida ao Rio representaria uma exceção relevante ao modelo estabelecido para os próximos dois meses. Para a campanha de Flávio, porém, a presença da ex-primeira-dama em Copacabana teria peso simbólico. Além de marcar o primeiro encontro público dos dois depois da crise, permitiria que a reconciliação até agora restrita às redes sociais ganhasse uma imagem de palanque justamente na abertura oficial da campanha presidencial. Apesar da ausência de encontros entre os dois, como noticiou o GLOBO, Michelle irá gravar vídeos para o horário eleitoral de Flávio. A expectativa é que o conteúdo seja gravado nos próximos dias. A ausência física não significa que Michelle esteja fora da estratégia eleitoral do enteado. A ex-primeira-dama deve gravar nesta semana para o horário eleitoral de Flávio e sua imagem também será explorada em outros materiais da campanha. Candidatos aliados já começaram, inclusive, a procurá-la para obter fotografias e tentar incluí-la em santinhos. O movimento cria duas velocidades para a entrada de Michelle na campanha presidencial. Na propaganda, sua participação já está encaminhada. Nas ruas, Flávio ainda tenta conseguir a primeira foto ao lado da ex-primeira-dama desde a crise — e a aposta agora é que ela possa ser feita em Copacabana.
Sem encontrar Flávio desde crise, Michelle não deve ir a reunião com candidatos ao Senado nem a ato em Copacabana
Ex-primeira-dama deve permanecer com Bolsonaro nesta terça; campanha tenta convencê-la a viajar ao Rio para estreia do presidenciável no domingo








