Em alguns países como Espanha, França ou Estados Unidos, as agências meteorológicas anunciaram que foram registrados recordes de temperatura desde o início das medições 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Militares da Unidade Militar de Emergências combatem incêndio florestal perto de Navas del Rey, a sudoeste de Madri; Espanha e França tentam conter as chamas antes de nova onda de calor — Foto: UME/AFP América Latina, Sahel e Espanha: várias regiões do mundo, onde vivem quase 900 milhões de pessoas, registraram em 2026 o mês de julho mais quente já observado, segundo uma análise da AFP baseada em dados do programa europeu Copernicus. A análise detalhada de bilhões de dados do modelo climático ERA5, do Copernicus, revela que 33 países bateram o recorde de temperatura para um mês de julho. Em alguns países como Espanha, França ou Estados Unidos, as agências meteorológicas anunciaram que foram registrados recordes de temperatura desde o início das medições. Porém, muitos Estados com menos recursos que os países ricos não divulgam dados climáticos detalhados. A AFP completa o panorama mundial analisando de forma independente os dados fornecidos pelo Copernicus, que incluem medições efetuadas por satélites, estações meteorológicas terrestres, marítimas ou aéreas, e modelos numéricos. Os dados abrangem todo o planeta, hora a hora, desde 1970. Sahel com +2°C Das 900 milhões de pessoas afetadas, quase 400 milhões vivem na África, principalmente no cinturão do Sahel. Nesta região ao norte do continente, 10 países bateram o recorde mensal de calor em julho, incluindo Mauritânia, Níger, Burkina Faso, Sudão, Quênia e Etiópia. Nas áreas mais próximas à Linha do Equador, a amplitude das temperaturas e suas anomalias costumam ser menores do que nas zonas temperadas. Alguns países, no entanto, como o Chade ou o Sudão, superam em mais de 2°C as temperaturas normais de julho calculadas para o período de referência 1981-2010. Desde 2015, os episódios de calor extremo no Sahel tornaram-se "quase 10 vezes mais prováveis", alertaram em janeiro os cientistas da World Weather Attribution (WWA). Os países do Sahel estão entre os mais vulneráveis ao aumento das temperaturas. Muitos já enfrentam conflitos armados, insegurança alimentar e grande pobreza. Incêndios florestais fora de controle avançam sobre as províncias de Ávila e Madri El Niño e a fome na América Central Na América Central e no norte da América do Sul, o fenômeno climático natural El Niño, que começou em junho e atingirá o ponto máximo no fim do ano, provocou temperaturas sem precedentes. Do México até o norte do Brasil, passando pelas costas do Pacífico e pelo escudo das Guianas, quase 110 milhões de pessoas viveram o mês de julho mais quente da história dos registros. El Salvador, Nicarágua e Honduras, situados na região conhecida como "Corredor Seco", bateram recordes de temperatura mensal, tanto em junho quanto em julho, o que agravou os temores de fome. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU considera que a América Central "provavelmente será a região mais afetada em termos de aumento relativo da insegurança alimentar". Europa enfrenta incêndios em meio à onda de calor 1 de 10 Bombeiros tentam apagar chamas em floresta em Guadalajara, 100km ao Norte de Madri — Foto: HANDOUT / UME / AFP 2 de 10 Bombeiro tenta apagar chamas em floresta em Guadalajara, 100km ao Norte de Madri — Foto: HANDOUT / UME / AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Incêndio consome região da França e atinge outros pontos da Europa — Foto: Romain Perrocheau/AFP 4 de 10 Bombeiros espanhóis tentam controlar incêndio florestal na região de La Mierla, ao norte de Madri — Foto: Unidad Militar de Emergencias de España/AFP/divulgação X de 10 Publicidade 5 de 10 Na Espanha, um novo incêndio declarado nesta quarta-feira perto da cidade central de Toledo provocou a evacuação de vários municípios da comunidade de Madri — Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP 6 de 10 Bombeiros tentam combater incêndios que atingem a França — Foto: Julien de Rosa/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Área residencial na França é atingida por incêndios em meio à forte onda de calor na Europa — Foto: Julien de Rosa/AFP 8 de 10 Aeronave ajuda no combate a incêndios que atingem a França — Foto: Thibaud Moritz/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Helicópteros são usados na tentativa de tentar controlar incêndio que atinge o sudoeste da França — Foto: Thibaud Moritz/AFP 10 de 10 Floresta próxima à área residencial no sudoeste da França sofre incêndio em meio à onda de calor na Europa — Foto: Thibaud Moritz/AFP X de 10 Publicidade Em área queimada pelo fogo na União Europeia, 2026 já é segundo pior ano Europa em chamas Quase 120 milhões de europeus vivem em regiões onde o mês de julho deste ano foi o mais quente já registrado, principalmente no Reino Unido, na Espanha e na França. Na Espanha, a temperatura média foi de 25,7ºC (2,6ºC acima do normal, calculado com base na média de 1991-2020). Julho de 2026 foi, "empatado com julho de 2022, o mês mais quente de toda a série histórica, não apenas em comparação com os demais meses de julho, mas com todos os meses do ano", segundo a Aemet. Espanha e França também registraram níveis recordes de seca, o que favoreceu, no fim de julho, incêndios de dimensões históricas perto de Madri e nos arredores de Bordeaux. Outras regiões do mundo, menos extensas e mais dispersas, mas onde vivem mais de 250 milhões de pessoas no total, também registraram temperaturas sem precedentes para um mês de julho, como a província chinesa de Sichuan, ou Wyoming e Colorado (Estados Unidos). EUA bate recordes Os Estados Unidos também tiveram em julho o mês mais quente do país em mais de 130 anos de registros, informou nesta segunda-feira a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). A temperatura média (excluindo o Alasca, o Havaí e os territórios ultramarinos) foi de 24,9ºC, o que representa 1,8ºC acima da média do século passado. No estado de Wyoming, as temperaturas ficaram 2,8ºC acima do habitual. O país também é afetado pela seca, que atinge 48% do território, também excluindo o Alasca e o Havaí.
Calor recorde em julho afetou regiões onde vivem 900 milhões de pessoas
Em alguns países como Espanha, França ou Estados Unidos, as agências meteorológicas anunciaram que foram registrados recordes de temperatura desde o início das medições








