As Ilhas Cayman determinam o cancelamento do registro da Titan Capital, empresa fundada por Daniel Vorcaro no paraíso fiscal para controlar ativos no Brasil e no exterior —a Titan era acionista do Banco Master e teve participações, por exemplo, na agência de turismo BeFly e no conglomerado de moda Veste, vendido ao BTG. A ordem é do último dia 31.

Investigações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e da Polícia Federal citadas pelo liquidante do Master apontam que a Titan esteve no centro de um suposto esquema de esvaziamento patrimonial, tendo recebido mais de R$ 700 milhões da instituição financeira entre janeiro e julho de 2025, antes da liquidação do banco pelo Banco Central, em novembro.

Segundo os documentos do liquidante, Vorcaro detém 20 mil ações classe B ordinárias na companhia, e existem indícios de tentativa de venda dessas participações, em junho de 2025, a uma empresa das Bahamas por US$ 100 milhões.

A decisão é um dos efeitos do pedido de liquidação da Titan, feito em 28 de abril pela Tether, uma das maiores empresas de criptomoedas no mundo. A Tether cobra uma dívida de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão em valores históricos do contrato) decorrente de um empréstimo concedido por seu braço de investimentos em março de 2025.