Na contramão, o segmento de venda de carros da empresa apresentou queda; número de veículos vendidos se retraiu 25,1%, para 19.414 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um dos destaques foi o aluguel de carros, que viu a diária média saltar 6,8% no período, para R$ 165 — Foto: Reprodução A Movida registrou um lucro líquido de R$ 135,6 milhões no segundo trimestre deste ano, crescimento de 100,7% na comparação com igual período do ano anterior. Os números foram sustentados por uma boa demanda por locação e pela queda na ociosidade da frota. Confira os resultados e indicadores da Movida e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A receita líquida foi de R$ 3,765 bilhões , alta de 2,4% na comparação anual e recorde para a empresa. O Ebitda fechou o período em R$ 1,686 bilhão, avanço de 22,3% e também recorde. Um dos destaques foi o aluguel de carros (chamado de RAC, ou rent a car em inglês) que viu sua diária média saltar 6,8% no período, para R$ 165. Já o número de diárias no trimestre subiu 22,1%, para 7,413 milhões. Na contramão, o segmento de venda de carros da empresa apresentou queda. O número de carros vendidos se retraiu 25,1%, para 19.414. O recuo, segundo a empresa, veio por decisão estratégica de priorizar a locação e, com isso, reduzir o número de carros ofertados para revenda. Enquanto isso, o preço médio de venda de carro subiu 9,7%, para R$ 77.252. Ainda conforme a empresa, o giro de estoque subiu 55% no trimestre. O grupo terminou o trimestre com uma frota de 286 mil carros, alta de 9%. “No trimestre, o lucro líquido superou o ‘guidance’ [projeção] que tínhamos divulgado para o trimestre. Pela primeira vez em cinco anos, o resultado apurado no segundo trimestre supera o do primeiro, mesmo frente à sazonalidade do setor que tende a beneficiar o período inicial do ano em razão da alta demanda do verão”, disse o CEO da locadora, Gustavo Mostacelli, no balanço. A empresa divulgou um novo “guidance” de lucro líquido, entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões para o terceiro trimestre. “No acumulado de nove meses, o lucro líquido pode vir a superar em 26% o lucro líquido do ano completo de 2025, mesmo em um cenário de alta de taxa de juros no Brasil”, disse o executivo.