Jennifer Nayra Alves dos Santos relatou que era perseguida e ameaçada pelo homem, que foi preso no domingo (9) 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jennifer Nayra Alves dos Santos lamentou a morte de suas duas filhas nas redes sociais — Foto: Reprodução/Instagram Jennifer Nayra Alves dos Santos, mãe das duas meninas mortas pelo pai em São Paulo no último domingo (9), lamentou a morte das filhas nas redes sociais. Em duas publicações, ela afirmou que faria tudo diferente se pudesse voltar no tempo e disse que sua vida não tem mais sentido sem as crianças. O pai das meninas, Breno de Souza Castro, de 24 anos, foi preso em flagrante por homicídio e violência doméstica e confessou ter matado as filhas. Em depoimento, Jennifer relatou que era perseguida e ameaçada pelo homem. Em uma publicação feita no domingo, após saber da morte das filhas, a mãe lamentou não poder mais viver os momentos que compartilhava com as duas meninas. "Se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente. Princesas, mamãe ama vocês. Cuidem de mim aí de cima, minhas estrelinhas. Mamãe nunca vai esquecer de vocês. Vocês brincando juntas, a Sisi falando 'mamãe, eu te amo bem grandão'. Ai, filhas, desculpa. Que Papai do Céu te receba de braços abertos", escreveu. Jennifer Nayra Alves dos Santos lamentou a morte de suas duas filhas nas redes sociais — Foto: Reprodução / Instagram Em outra postagem, feita nesta segunda-feira (10), Jennifer afirmou que está com saudade das filhas e que sua vida perdeu o sentido após a morte das meninas. "Mamãe está com tanta saudade de vocês, pequenas. Vocês me deixaram sozinha, mas cuidem de mim aí de cima, minhas pequenas estrelas. Está tão difícil sem vocês. A vida não tem mais sentido", disse. Entenda o caso Breno de Souza Castro, de 24 anos, confessou ter matado as filhas de 3 e 5 anos — Foto: Reprodução Duas crianças de 3 e 5 anos de idade foram encontradas mortas em um carro na Zona Sul de São Paulo, na manhã do último domingo. O pai delas, Breno de Souza Castro, de 24 anos, foi preso em flagrante por homicídio e violência doméstica e confessou ter matado as crianças. Em depoimento, a mãe das meninas relatou que era perseguida e ameaçada pelo homem. Segundo informações do boletim de ocorrência do caso, o pai se apresentou ao 48º Distrito Policial de Cidade Dutra, na manhã de domingo, com sinais de embriaguez, relatando que tinha sufocado as duas filhas dentro de um carro. Policiais militares foram então até o endereço indicado por Breno, na Rua Luiz Supertti, no Jardim Guanabara. Ao chegarem no local, quebraram um dos vidros do veículo e encontraram as crianças, que foram encontradas sem vida. O Samu foi acionado e constatou o óbito. A mãe tinha acionado a Polícia Militar após Breno desaparecer com as crianças. No sábado (8), a mãe entregou as filhas para a ex-sogra, mãe de Breno. Elas ficariam durante o final de semana na casa do avó. O pai residia no mesmo imóvel, no andar de cima. No domingo, a mulher publicou uma foto com amigas nas redes sociais e recebeu uma mensagem do ex-companheiro em que ele dizia que ela tinha visto as filhas pela última vez e "iria ver o que iria acontecer". Ele pegou as crianças com a avó, sob a justificativa de que as levaria para um passeio para o Museu do Ipiranga, e não retornou. Ao ser questionado sobre a demora, informou para familiares que iria matar as crianças e cometer suicídio. A Polícia Militar então foi acionada. O homem se apresentou, na manhã seguinte, no 48ª Distrito Policial, confessando o crime. Em depoimento, a mãe das crianças relatou que era ameaçada por Breno. Eles viveram em um relacionamento por oito anos e se separaram em razão de "agressões e traições" por parte do ex-marido. A mulher afirma que o homem teria ficado informado com a separação e desde então a perseguia. Ela deixava as filhas com a mãe de Breno e encontrava a ex-sogra no meio do caminho da casa das duas, para evitar se encontrar com o ex-marido. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que Breno foi detido e ficou à disposição da Justiça. "A autoridade policial solicitou exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) e o caso foi registrado no 101º DP (Jardim das Imbuias)", informa a SSP.