Praticamente metade das conversas que funcionários mantêm com ferramentas de inteligência artificial no ambiente de trabalho passa longe do controle das empresas. É o que aponta o relatório State of the Internet: The Enterprise AI Usage Risk Report 2026, produzido pela Akamai Technologies, que identificou 47,11% dessas interações partindo de contas pessoais, e não de plataformas geridas pelas próprias organizações, uma lacuna que abre espaço para vazamento de dados sensíveis.
Segundo o levantamento, 14,4% das conversas de IA vinculadas a e-mails corporativos acontecem por assinaturas pessoais ou versões gratuitas dos aplicativos, sem os mesmos mecanismos de conformidade previstos nas licenças empresariais. Assim, informações que deveriam circular sob supervisão técnica acabam trafegando por canais sem monitoramento.
Apesar da adesão em massa, o uso frequente ainda é restrito a uma parcela dos times. Cerca de 20% dos funcionários recorrem à IA semanalmente, enquanto mais de 30% fazem isso mensalmente e pouco mais de 40% em intervalos trimestrais, um padrão que revela concentração de uso entre grupos específicos dentro das companhias.
Extensões de navegador aumentam risco de vazamento
Outro ponto do estudo diz respeito às extensões de navegador com funções de IA. Quase 75% delas pedem permissões altas ou críticas, com acesso a dados de navegação e atividades realizadas pelo usuário. Entre essas extensões, 16,31% possuem vulnerabilidades já catalogadas, contra 10,8% no universo geral de extensões disponíveis.












