Próximo dos 15 anos a frente da equipe, treinador também disse: 'não estou buscando o recorde de Wenger, Ferguson' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Diego Simeone comanda o Atlético de Madrid — Foto: Pierre-Phillipe Marcou/AFP Próximo dos 15 anos à frente do Atletico de Madrid-ESP, o técnico Diego Simeone concedeu uma entrevista à revista France Football, na qual analisa sua trajetória no clube. Além de citar que sente muito mais pressão atualmente do que no início da caminhada, ele também reforçou que não foca em bater os recordes de outros treinadores longevos como Arsène Wenger, no Arsenal, e Sir Alex Fergunson, no Manchester United. — Todo o peso que sinto agora, depois de quinze anos neste clube, não senti durante as três ou quatro primeiras temporadas. Eu era livre, relaxado, feliz com cada jogo que ganhávamos. Antes, vencer era uma alegria; hoje, vencer é um alívio — disse Simeone. E continuou: — Antes, vencer era uma alegria, hoje vencer é um alívio. Agora sofremos porque levamos o clube a um patamar de grande exposição e com exigências enormes. Perguntado sobre o tempo dentro do clube (ele iniciou a trajetória em dezembro de 2011), o treinador falou bastante sobre a adaptação como uma das chaves. — Claro, a gente se readapta e se reinventa; é preciso ficar no mesmo lugar por tantos anos. Também tive que reconstruir o time em diversas ocasiões, com base nas qualidades dos jogadores que chegaram — disse Simeone. Reconhecido por suas constantes explosões na beira do gramado, ele também reforçou que pretende trabalhar para ser mais calmo e, parte disso, passa por viver o futebol menos intensamente. — Não sou a mesma pessoa aos 56 anos que era aos 41, e estou começando a entender que, em algum momento, você precisa aproveitar a semana, o dia, curtir o momento que está vivendo. Porque, no fim das contas, estamos imersos no futebol, mas a vida é maior do que o futebol — disse, e prosseguiu: — Gostaria de ser mais calmo do que pareço, e estou trabalhando nisso, mesmo que não seja visível. Quando estou no banco, uma bomba poderia explodir a duzentos metros do estádio e eu não ouviria. Só espero que um dia eu consiga me acalmar um pouco e ser como aqueles treinadores que assistem ao jogo sentados em silêncio. Mesmo não nomeando um reforço que o clube estaria de olho, o treinador admitiu que pretende melhorar a solidez defensiva da equipe para a próxima temporada. — Gostaria que recuperássemos a solidez defensiva que perdemos, porque na temporada passada, especialmente na Liga dos Campeões, tivemos estatísticas muito ruins nesse quesito . Apesar disso, chegamos às semifinais, então imagine como tivemos que atacar, algo que ninguém valoriza. Por quê? Porque somos o Atlético. Mas, enfim, essa é a nossa reputação... Também gostaria que nossos meio-campistas marcassem mais gols. Por fim, ele falou sobre a possibilidade de atingir recordes de outros grandes treinadores, mas ressaltou não ser seu foco. — Não estou buscando o recorde de Wenger, Ferguson ou de qualquer outra pessoa; não é isso que me motiva. Estou pensando apenas na energia, força e humildade que preciso ter para estar aqui.
Simeone fala sobre continuidade no Atlético de Madrid e ressalta: 'Eu não sentia a pressão que sinto agora'
Próximo dos 15 anos a frente da equipe, treinador também disse: 'não estou buscando o recorde de Wenger, Ferguson'










