O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) é candidato ao Governo de Minas Gerais. O anúncio encerrou semanas de idas e vindas. Líder nas pesquisas em todos os cenários de primeiro e segundo turno, ele faltou à convenção estadual da legenda por estar em luto pela morte do irmão Matheus, vítima de leucemia. Entendendo que a ausência era um sinal de falta de comprometimento, o partido cancelou o projeto e ele reagiu dizendo que seguia candidato.

Na segunda-feira (3), bastante emocionado e ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, anunciou a desistência de sua candidatura. No entanto, no dia seguinte, pediu a palavra na convenção nacional para voltar atrás, pedindo que o partido lhe desse a oportunidade de seguir como candidato ao governo.

Na quarta (5), o PL lançou Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, para garantir palanque a Flávio Bolsonaro no estado. Dois dias depois, o Republicanos liberou a candidatura de Cleitinho.

Nos grupos de mensageria, as idas e vindas causaram bastante confusão e abriram espaço para que uma série de teorias fossem levantadas para explicar a indecisão na candidatura.

O pico da conversa ocorreu em 4 de agosto, dia em que ele desistiu de desistir, com volume 2,3 vezes acima da média diária da semana anterior, de acordo com a Palver, que realiza um monitoramento em tempo real em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram. Entre 3 e 5 de agosto, as mensagens sobre o tema concentraram 40% da discussão. Flávio Bolsonaro, citado em 14% das mensagens antes da desistência, saltou para 32% durante o recuo e caiu a 7% depois do anúncio.