Senador se reuniu com o presidente do partido, Marcos Pereira, para reverter decisão que barrou sua entrada na disputa pelo Palácio Tiradentes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Cleitinho, durante sessão do Senado — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Em uma nova reviravolta na corrida eleitoral de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) reverteu o veto imposto pelo seu partido à sua candidatura ao governo estadual e anunciou que entrará na disputa pelo Palácio Tiradentes. Agora, o parlamentar tem o aval da direção nacional e estadual da legenda para concorrer. O anúncio da candidatura foi feito por Cleitinho e pelo presidente do Republicanos de Minas, Euclides Pettersen, em entrevista feita em Divinópolis (MG), reduto eleitoral do senador. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, confirmou ao GLOBO a decisão. Mais cedo, Cleitinho e Euclides haviam se reunido em São Paulo com Pereira, que reviu a decisão de não lançá-lo e deu aval para a candidatura. O ex-prefeito de Patos de Minas (MG) Luís Eduardo Falcão (Republicanos) será o candidato a vice-governador. A decisão por lançar Cleitinho na disputa ocorre três dias após o próprio Pereira negar, durante a convenção da sigla em Brasília, a possibilidade de voltar atrás no veto à candidatura do senador. Na véspera da convenção, Cleitinho e Pereira haviam gravado um vídeo juntos em que o senador havia anunciado que desistia de disputar o cargo. No dia seguinte, porém, ele disse ter sido "tocado por Espírito Santo" e reviu a decisão. A partir daí, passou a pressionar o partido para dar aval para que entrasse no pleito, incluindo um pedido público durante o evento partidário. Líder nas pesquisas Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de julho mostrou que Cleitinho lidera odos os cenários de primeiro e segundo turno ao governo de Minas Gerais. No cenário mais amplo de primeiro turno, com o maior número de candidatos, Cleitinho pontua 35%. Ele é seguido por Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, com 12%, e por Patrus, com 10%. Antes cotado para concorrer pelo PL, o empresário Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do estado (Fiemg), marca somente 2%. Apesar da liderança, Cleitinho passou os últimos meses enviando sinais dúbios se entraria ou não na disputa eleitoral. Inicialmente, o Republicanos tinha a expectativa de que ele anunciasse uma decisão até a data da convenção estadual de Minas Gerais, que aconteceu no dia 26 de julho, mas não houve definição e o senador não esteve presente no evento. Na ocasião, justificou sua ausência pela morte de um irmão, ocorrida dias antes. Na noite desta sexta-feira, após a entrevista coletiva de Cleitinho, a direção nacional do partido se posicionou por meio de nota e disse que a "decisão foi tomada após o senador reconhecer os equívocos cometidos durante o processo, apresentar formalmente suas desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas na construção eleitoral, além de assumir o compromisso definitivo de levar sua candidatura até o fim". O partido também disse que Cleitinho não vai usar o fundo eleitoral do Republicanos na disputa. Desde a semana passada, o senador passou a sinalizar a que estava decidido a entrar na disputa. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, publicado após dez dias de silêncio do parlamentar desde a morte do irmão mais novo, o senador afirmou que "aceita a missão". A publicação, feita na terça-feira da semana passada, foi vista por aliados do senador em Minas como um sinal de que ele havia se decidido e como uma prévia da oficialização da candidatura. Apesar disso, o partido resistia a lançá-lo e chegou a decidir que apoiaria Marcelo Aro (PP), ex-secretário da Casa Civil de Minas, como candidato a governador. Enquanto Cleitinho publicava o vídeo, Aro participava de uma reunião em Brasília com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do presidenciável. O presidente do PL em Minas Gerais, Zé Vitor, também esteve presente e o presidente nacional do Republicanos participou de uma parte da conversa por telefone. Em novas reviravoltas, Marcelo Aro não teve o apoio de nenhum desses partidos. O PL de Flávio lançou o empresário Flávio Roscoe como candidato a governador e o próprio partido de Aro, que forma uma federação com o União Brasil, decidiu apoiar a reeleição do governador Mateus Simões (PSD), afilhado político do candidato do Novo a presidente, Romeu Zema. O político do PP vai disputar o Senado em uma candidatura avulsa, sem estar uma chapa vinculada a nenhum governador.