0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Governadora do Distrito Federal, Celina Leão — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil A crise do Banco de Brasília (BRB) e a situação das contas públicas do Distrito Federal estiveram entre os principais temas do primeiro debate entre os candidatos ao Palácio do Buriti, na noite de deste domingo (9), promovido pela Band. Participaram a governadora Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB). Celina tentou se descolar da gestão de Ibaneis Rocha (MDB), de quem foi vice. Os demais candidatos exploraram a associação entre os dois governos para criticar a atual administração do Distrito Federal. Atual governadora do DF, Celina Leão lidera as pesquisas de intenção de voto. Arruda questionou a veracidade do valor do rombo indicado em carta enviada pelo BRB ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cobrou transparência sobre a situação do banco. Segundo o ex-governador, o documento menciona inicialmente um prejuízo de R$ 6,6 bilhões, mas afirma, em seu penúltimo parágrafo, que o rombo poderia chegar a R$ 20 bilhões caso o aporte não seja liberado. Atualmente, o governo distrital tenta destravar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para socorrer o banco. Após acusação de inércia da União, Fux marcou uma nova audiência pública para 13 de agosto. A publicação do balanço do BRB, cujo último resultado divulgado é referente ao segundo trimestre de 2025, também foi cobrada pelos candidatos. Em resposta às acusações, Celina afirmou que não escolheu os problemas herdados da gestão de Ibaneis, mas que os enfrentou com responsabilidade. Como exemplo, citou a melhora das contas públicas do DF. Na última sexta-feira (7), o governo do Distrito Federal apresentou um balanço das contas públicas do primeiro semestre deste ano e projetou superávit de R$ 3 bilhões para o fim de 2026, revertendo uma previsão anterior de déficit de R$ 6 bilhões. Questionada por Paula Belmonte sobre sua posição em relação à aquisição do Banco Master pelo BRB, Celina reiterou que era contrária à operação por considerar que o banco deveria manter um perfil regional, e não nacional. “Eu sempre tive uma postura muito ética, e vice-governadora não consegue mudar decisão de governador”, afirmou. A governadora também disse que tem atuado para capitalizar o banco, que enfrenta uma crise de liquidez após o escândalo envolvendo o Master, e criticou candidatos próximos ao governo federal por não terem conseguido mobilizar a União. “A responsabilidade agora é minha. Todos os dias, eu levanto com essa certeza: salvar o BRB e reequilibrar as contas públicas (...) não sou responsável pelos erros do Ibaneis, sou responsável pelo meu governo, que começou há quatro meses”, disse.