Apenas no primeiro semestre deste ano, as forças de Israel cometeram 467 violações dos direitos de jornalistas palestinos, o que inclui a morte de oito deles, de acordo com um relatório recente do Sindicato dos Jornalistas Palestinos sobre os ataques aos profissionais da imprensa.

"O alvejamento de jornalistas é sistemático e decorre de uma política oficial", diz Omar Nazal, vice-presidente do sindicato. Além das mortes, Nazal cita violações como detenção, uso de gás lacrimogêneo, confiscação de equipamentos e fechamento de veículos de imprensa.

O governo israelense nega as acusações. Procuradas pela Folha, as Forças Armadas de Israel afirmaram que "rejeitam categoricamente qualquer alegação de que atacam jornalistas ou seus familiares de maneira deliberada". A nota também diz que o Exército "conduz operações somente contra alvos militares legítimos, em total conformidade com a legislação internacional".

Um jornalista palestino com a câmera do fotojornalista Hussam al-Masri, morto no ataque israelense ao hospital Nasser, em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza - 25.ago.25/AFP

Diversas organizações internacionais contestam essas afirmações. Segundo o CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas), as forças de Israel foram responsáveis pela morte de 209 jornalistas palestinos desde o início do conflito em Gaza, em 7 de outubro de 2023, quando o grupo terrorista Hamas fez um mega-atentado.