Piloto Alessandro Rocha tinha 20 anos de experiência na aviação; três passageiras seriam turistas colombianas que estavam a passeio no Rio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O piloto Alessandro Rocha, uma das vítimas da queda do helicóptero na mata da Vista Chinesa — Foto: Reprodução /Instagram Quatro pessoas morreram na queda de um helicóptero em uma área de mata na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, neste sábado. Entre as vítimas está o piloto Alessandro Rocha, que tinha 20 anos de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros. As outras três vítimas seriam turistas colombianas que estavam a passeio no Rio: Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique. Todos morreram carbonizados. Nas redes sociais, Alessandro se apresentava como comandante e destacava sua experiência de duas décadas na aviação. Ele também publicava registros ligados à rotina de voos e à atividade como piloto. Casado e pai, fazia referências à família e à fé em seu perfil. O piloto havia sido batizado na Igreja de Nova Vida de Olaria, na Zona Norte do Rio e em seu perfil, Rocha se definia como “temente a Deus”. As informações sobre as três passageiras ainda são preliminares. Elas seriam colombianas e estariam visitando o Rio de Janeiro. Equipes da Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro trabalham no local da queda de helicóptero próximo a Vista Chinesa — Foto: Corpo de Bombeiros RJ A retirada dos corpos será feita por uma trilha localizada no Parque da Cidade, segundo informações do ICMBio. O acesso foi considerado mais viável para a operação do Corpo de Bombeiros por ficar em um trecho de descida e mais próximo do local onde ocorreu a queda do helicóptero. Apesar de a trilha ser mais estreita, a proximidade com o ponto do acidente deve facilitar o trabalho das equipes. Onde a aeronave caiu — Foto: Editoria Arte O helicóptero envolvido no acidente era um Robinson R44, de matrícula PP-MFS, operado pela Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda. A empresa realiza voos panorâmicos sobre pontos turísticos do Rio. De acordo com dados do registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave constava em situação normal e tinha certificado de aeronavegabilidade válido até 5 de junho de 2027. O registro também indicava que não havia gravames e que o helicóptero estava autorizado a realizar voos panorâmicos. O Corpo de Bombeiros confirmou as quatro mortes. A operação de resgate mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais: o 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente, do Alto da Boa Vista; o Grupamento Operacional do Comando-Geral, do Centro; o Grupamento de Operações Aéreas; e o 11º Grupamento de Bombeiro Militar, de Vila Isabel.