Enteada da vítima teve prisão temporária convertida para preventiva pela 1ª Vara Criminal da Capital; companheiro dela também foi preso após investigação da 15ª DP (Gávea) 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Catarina Stanesco sendo presa por agentes da 15ª DP (Gávea) — Foto: 15ª DP (Gávea) RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você A denúncia do Ministério Público aponta que Sabine era mantida em cárcere privado sob agressões constantes e que Catarina teria incentivado o ato ao dizer "então se mata" diante de um desabafo da vítima. Rafael Maia Cardoso, companheiro de Catarina, também teve a prisão preventiva decretada sob a acusação de ser partícipe nos crimes de tortura, cárcere privado e indução ao suicídio. A Justiça determinou o desmembramento do processo em relação à vidente Rosa Stanesco, que continua sob investigação por suspeita de ordenar as ações contra Sabine. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Catarina das Graças Stanesco, filha da vidente Rosa Stanesco, já estava presa temporariamente desde 23 de junho, mas foi somente há uma semana que a juíza titular da 1ª Vara Criminal da Capital, Alessandra Roidis, converteu a prisão temporária de Catarina em preventiva. Ela responde pelos crimes de cárcere privado, tortura e induzimento ao suicídio, que resultaram na morte de Sabine Coll Boghici. O promotor Eduardo Paes Fernandes ofereceu denúncia contra ela e o companheiro, Rafael Maia Cardoso, que teve a prisão preventiva decretada na última segunda-feira (03/08). Geneviève Boghici quebra silêncio e diz que filha Sabine não se matou: 'Foi manipulada e morta'Caso de Sabine Boghici, herdeira de marchand, é reaberto após mãe contestar suicídio A prisão de Catarina foi feita por agentes da 15ª DP (Gávea), num apartamento em Ipanema, ao cumprirem mandado de prisão temporária contra ela, expedido pelo juiz auxiliar da 1ª Vara Criminal, Thiago Portes, em 1º de junho. O magistrado também autorizou o afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos de celulares, tablets e computadores de Catarina, além da apreensão desses aparelhos. Catarina e Rosa estão em unidades prisionais diferentes: a primeira está no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio, enquanto a mãe dela cumpre pena na Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu. O delegado adjunto da 15ª DP, Mauricio Luciano, disse que as provas de que Catarina e Rafael induziram Sabine a se jogar pela janela são bastante robustas: — Não há dúvidas de que Sabine sofreu intenso sofrimento físico e mental por parte do casal. A vítima tinha uma fragilidade psicológica, e seus algozes se aproveitaram disso para instigá-la a atentar contra a própria vida. Ela vivia aterrorizada por Catarina, que a deixava sem água e comida. As provas se baseiam nas marcas no corpo de Sabine, que não vieram da queda, mas sim de sinais de tortura de dias anteriores, e na grande quantidade de depoimentos que revelam detalhes dos oito meses em que ela foi subjugada por Catarina e Rafael — explicou o delegado. Catarina Stanesco é presa acusada de instigar Sabine Boghici ao suicídio Na semana passada, ao decidir converter a prisão de Catarina em preventiva, a magistrada aceitou ainda o pedido da promotoria para desmembrar o processo em relação à Rosa Stanesco, investigada por supostamente ordenar que os dois agissem para induzir sua companheira ao suicídio, mantendo as investigações em aberto sobre um possível envolvimento dela. As defesas de Catarina e de Rafael negam que ambos tenham praticado o crime. Sabine Boghici, filha do marchand Jean Boghici, que morreu ao cair do quarto andar de um prédio na Lagoa — Foto: Reprodução Sabine era companheira de Rosa Stanesco Nicolau e passou a morar com o casal denunciado depois de deixar o sistema prisional, sem ter para onde ir. Segundo o Ministério Público, ela foi progressivamente isolada do convívio social e submetida a um controle constante exercido principalmente por Catarina, que restringia seus contatos com familiares, amigos e até com sua advogada. Sabine morreu em 14 de setembro de 2023, ao cair da janela do apartamento onde vivia confinada, na Avenida Borges de Medeiros, no bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio. De acordo com a denúncia, testemunhas relataram que Sabine era mantida sob vigilância constante, tinha a alimentação controlada, era impedida de manter contato livre com terceiros e apresentava, nas semanas anteriores à morte, hematomas pelo corpo e sinais de agressão. Funcionários do condomínio onde o casal morava afirmaram ter ouvido gritos de socorro quase diariamente e disseram que Catarina teria justificado as agressões dizendo que Sabine "apanhava" por ser responsável pela prisão de Rosa Stanesco. Rosa Stanesco, acusada de aplicar um golpe contra a viúva do marchand Jean Boghici — Foto: Reprodução / Fantástico Um vídeo feito por um vizinho registra Sabine gritando desesperadamente, pedindo que Catarina abrisse a porta da varanda para que ela pudesse entrar no apartamento. O material foi anexado ao processo e é apontado pela investigação como um dos indícios de que Sabine era mantida em cárcere privado por Catarina e Rafael. O Ministério Público também aponta que Catarina, ciente do sofrimento psíquico da vítima e de manifestações anteriores de que pretendia tirar a própria vida, teria reforçado diretamente essa resolução, respondendo a um desabafo de Sabine com a frase "então se mata", episódio citado na denúncia por uma testemunha. Já Rafael, segundo a acusação, convivia diariamente com a vítima, presenciava as agressões e, mesmo ciente da situação, nada fazia para impedi-las, o que configuraria sua participação no crime. Caso Sabine Boghici Catarina responde pelos crimes de cárcere privado, tortura e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio; Rafael, pelos mesmos crimes, na condição de partícipe.
Catarina, filha da vidente Rosa Stanesco, já está presa acusada de ter instigado Sabine Boghici ao suicídio
Enteada da vítima teve prisão temporária convertida para preventiva pela 1ª Vara Criminal da Capital; companheiro dela também foi preso após investigação da 15ª DP (Gávea)








