A UnionPay International anunciou na terça (4) que vai iniciar um projeto-piloto permitindo a usuários de aplicativos de pagamento chineses pagarem por QR Code em estabelecimentos brasileiros conectados ao Pix. A divulgação partiu do consulado-geral da China no Rio de Janeiro, e o comunicado não nomeia o parceiro brasileiro nem informa data de início.
A coincidência de datas é difícil de ignorar, já que o anúncio foi feito duas semanas depois de os Estados Unidos imporem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O Pix está entre as seis áreas que motivaram a medida, sob o argumento de que o Banco Central regula o setor de pagamentos e opera um serviço que concorre dentro dele.O Pix nunca foi conectado diretamente a um sistema de pagamentos estrangeiro, e o Banco Central ainda não estabeleceu as regras para que isso aconteça. A discussão que interessa está nessa lacuna, que existe desde antes da chegada dos chineses e continuará depois dela.
Onde o Pix já funciona no exterior (em países como Argentina, Chile, Portugal e França), ele opera por convênios comerciais com empresas que fazem a conversão e liquidam em moeda local. São esses contratos privados que definem hoje quanto custa o câmbio para o usuário, quem responde quando há fraude e o que acontece com os dados de cada transação. Nada disso é público, não passa por consulta nem segue um padrão comum.









