A AGU (Advocacia-Geral da União) cobrou da plataforma Discord que corrija falhas na segurança e proteção de crianças na plataforma, um dia depois de a primeira-dama da República, Janja Lula da Silva, ter pedido a derrubada do canal no Brasil.

O órgão se reuniu com representantes da empresa nesta sexta-feira (7) para tratar de falhas identificadas pelo governo federal nos mecanismos de verificação de idade e de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital da plataforma.

Na véspera, Janja solicitou aos ministros, em evento no Palácio do Planalto, que tomassem providências contra a plataforma, incluindo a retirada "imediata" do país. O pedido foi feito em razão do caso revelado na última semana de que o Discord teria transmitido a automutilação e suicídio de uma jovem de 13 anos.

No evento, o AGU, Jorge Messias, pediu que o Ministério da Justiça enviasse os documentos. As falas foram feitas durante a sanção de uma lei em reforço à proteção às crianças pelo presidente Lula (PT).

Agora, a AGU cobrou formalmente do Discord a adoção de providências concretas, capazes de assegurar o cumprimento da legislação brasileira sobre o tema e de conferir efetividade aos mecanismos de verificação de idade, prevenção de riscos, identificação de situações de vulnerabilidade e proteção de usuários menores de idade.