No segmento de exploração e produção, além do excedente recorde, foi bem recebido pelos analistas o declínio do custo de extração, que caiu 6,3% na comparação trimestral 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Petrobras aproveitou a valorização do petróleo no segundo trimestre e ampliou significativamente os resultados do balanço financeiro, deixando boa impressão em analistas, conforme relatórios distribuídos nesta sexta-feira (7). Os dados operacionais do período, incluindo a produção recorde de 3,34 milhões barris de óleo equivalente por dia, já haviam sido divulgados. Entre abril e junho, a petrolífera somou US$ 33,6 bilhões de receita com vendas, montante 59,8% superior ao do segundo trimestre de 2025. Na mesma base de comparação, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado pouco mais que dobrou, totalizando US$ 18,6 bilhões. O lucro líquido avançou 120,3%, para US$ 10,4 bilhões. Confira os resultados e indicadores da Petrobras e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 O destaque do trimestre ficou por conta da geração de caixa, para muitos analistas. O fluxo de caixa operacional aumentou 62,7% na base anual, para US$ 12,25 bilhões, possibilitando a geração de aproximadamente US$ 4,4 bilhões. Com isso, a companhia superou as expectativas de parte das casas ao declarar o pagamento de US$ 3,4 bilhões, contra a estimativa consensual de US$ 3,1 bilhões. O Ebitda ajustado alcançado pela Petrobras também surpreendeu positivamente, impulsionado, especialmente, pela frente de produção e exploração. J.P. Morgan e Jefferies afirmaram que a divisão compensou a de refino e comercialização, cujo Ebitda recuou na comparação com o primeiro trimestre. “Com os volumes de vendas já divulgados, a queda em relação ao trimestre anterior foi impulsionada principalmente por um forte aumento dos custos, que cresceram 48,7% na comparação trimestral, refletindo preços transferidos mais elevados do segmento de exploração e produção; e o impacto de US$ 991 milhões em impostos sobre exportação”, afirmou o J.P. Morgan. No segmento de exploração e produção, além do excedente recorde, foi bem recebido pelos analistas o declínio do custo de extração, que caiu 6,3% na comparação trimestral, para US$ 6,33 por barril de óleo equivalente. A redução se deu em meio à ampliação dos sistemas do pré-sal e à entrada em operação da P-79, em Búzios, apontou o BB Investimentos. O fluxo de caixa do trimestre também permitiu a redução da dívida líquida da Petrobras de US$ 62 bilhões ao fim do primeiro trimestre para US$ 60,3 bilhões, ponto também destacado como positivo nas análises. A alavancagem caiu de 1,43 vez para 1,14 vez. Como ponto de atenção, parte dos profissionais citou a execução de investimentos pela Petrobras. O Jefferies ponderou que o “capex” totalizou US$ 9,1 bilhões no primeiro semestre, ritmo que pressiona a meta anual de US$ 16,9 bilhões para cima, o que é um risco sobre os dividendos a ser acompanhado pelo mercado. Plataforma P-79 da Petrobras, fabricada na Coreia do Sul, entrou operação em Búzios (RJ) — Foto: Divulgação/Agência Petrobras
Com produção recorde, resultados da Petrobras agradam os analistas
No segmento de exploração e produção, além do excedente recorde, foi bem recebido pelos analistas o declínio do custo de extração, que caiu 6,3% na comparação trimestral















