0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Navio Aquarius Brasil, que presta serviço à Petrobras — Foto: Reprodução do site Marine Traffic / Hans Rosenkranz A família Gradin, que já foi sócia da Odebrecht, está aumentando sua frota de embarcações de apoio marítimo offshore. Por meio da GranEnergia, seu negócio de prestação de serviços à cadeia do petróleo, o clã está comprando o Aquarius Brasil, que dá suporte de acomodação a trabalhadores (Accommodation Support Vessel, ou ASV, no jargão do setor) e está a serviço da Petrobras, apurou a coluna. Essa será a quinta embarcação do tipo na frota da GranEnergia, que já opera os navios Olympia, Venus, Reliance e Sayan Polaris. Quem está vendendo o Aquarius Brasil é o grupo singapurense Seatrium. Não está claro quanto os Gradin estão pagando pela embarcação, mas navios com suas características costumam ser vendidos por algumas dezenas de milhões de dólares no mercado. O ativo era considerado pouco estratégico para a Seatrium, que só tinha esse navio de ASV no Brasil, onde atua sobretudo em engenharia offshore por meio de três estaleiros (em Angra dos Reis, Aracruz e Navegantes), com foco em construção, conversão e reparo naval. Com a transação, a Seatrium deixará o segmento de apoio marítimo offshore no país. Rocambolesca Fabricado há 27 anos no estaleiro espanhol Astilleros de Sevilla, o Aquarius Brasil já passou por diversas encarnações. Inicialmente, foi construído como um navio do tipo RoPax, de transporte de passageiros e veículos. Segundo o site especializado Dover Ferry Photos, a embarcação começou sua carreira no ferry entre Dublin e Liverpool, a serviço da Norse Merchant Ferries. Em 2003, já com o nome de Brave Merchant, foi afretada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido para apoio às operações na guerra do Iraque. Posteriormente, foi renomeado sucessivamente, batizado de Blanca del Mar, Ave Liepaja e Norman Bridge. Em 2011, foi finalmente convertido em embarcação de acomodação offshore (ASV), já nas mãos da Seatrium, que lhe deu o nome Aquarius Brasil. Com 170 metros de comprimento, a embarcação adotou a bandeira de Portugal e está registrada sob o número IMO 9147306.
Família Gradin aumenta sua frota de apoio à Petrobras comprando navio que foi usado até na guerra do Iraque
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