Hoje a redação da GZM resolveu explorar um tema de forma diferente por conta da força de reflexão que ele sugere. E vamos demonstrar isso no texto a seguir, pois há algo de intrigante nos números que saem de São Paulo.
Eles estão “fresquinhos” e se referem ao segundo trimestre de 2026, quando o Itaú Unibanco registrou um lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões, com um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 24,8%. O paradigma é que isso ocorre num país que convive com uma sensação persistente de crescimento aquém do potencial, o que deixa uma pergunta quase óbvia pairando no ar: como um banco engorda tanto enquanto a economia real não consegue ganhar peso?
A resposta está menos no “milagre” e parece estar mais na engenharia. Lucro recorrente não significa dependência do PIB, mas, acima de tudo, gestão de risco afiada, eficiência operacional e disciplina cirúrgica na relação entre crédito, provisões e custos.
Assim, podemos deduzir que o exercício bem feito está na precificação de risco, na exigência de garantias, na segmentação refinada da carteira de crédito e nos ajustes constantes nas condições de empréstimo, que juntos funcionam como escudos. Somados à escala e à diversificação de receitas, esses mecanismos permitem que a lucratividade se sustente mesmo quando a economia real tropeça. A as provisões, quando bem dimensionadas, atuam como amortecedores que suavizam o impacto das perdas ao longo do tempo.












