Lucro líquido da rede de supermercados atingiu R$ 537 milhões, avanço de 103% frente ao mesmo período do ano anterior 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Empresa tratou de manter estratégia comercial mais assertiva, com promoções e ações combativas de preços — Foto: Divulgação/Assaí O Assaí teve um segundo trimestre fraco em vendas, e comportamento de margens muito parecido com os primeiros meses do ano. Parte do lucro líquido veio de créditos tributários e do custo da dívida pesando menos no resultado financeiro. Confira os resultados e indicadores da Assaí e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A geração de caixa final, sem considerar desconto de recebíveis, caiu um terço no segundo trimestre frente ao ano anterior. O lucro líquido atingiu R$ 537 milhões, um avanço de 103% em relação ao mesmo período do ano anterior. O montante considera R$ 193 milhões referentes ao reconhecimento de créditos de PIS/Cofins decorrentes da apuração de créditos tributários extemporâneos sujeitos ao regime plurifásico. Ao desconsiderar esse montante, o lucro líquido recorrente ainda foi de R$ 344 milhões, cerca de 94% acima do ano anterior — o que a empresa chama em seu relatório de resultados de “consistência operacional em um cenário adverso”. A empresa tratou de manter uma estratégia comercial mais assertiva, com promoções e ações combativas de preços, mas sem reduzir a rentabilidade da operação, ao mesmo tempo em que colhe o retorno da maturidade de um parque de lojas aberto nos últimos cinco anos. A margem bruta foi de 16,7% para 17,1% do segundo trimestre de 2025 para 2026, mesmo ritmo de alta no primeiro trimestre. E a margem Ebitda não cresceu, com leve recuo de 5,7% para 5,6% — no começo do ano, o índice ficou estável. Ebitda mede lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação. A receita líquida teve expansão magra, de 0,9%, para R$ 19,17 bilhões — em relação a um ano antes, a empresa vendeu a mais apenas R$ 170 milhões, para um negócio de 305 lojas. O resultado operacional foi impactado positivamente pela monetização de créditos de PIS/Cofins relacionados a itens sujeitos ao regime plurifásico (incide sobre diversas fases da circulação de mercadorias) com efeito de cerca de R$ 293 milhões no resultado do trimestre. O efeito desses créditos tributários está refletido na redução do custo das mercadorias vendidas (CMV) e consequente melhoria do lucro bruto, e portanto, da margem bruta da empresa. Sobre o endividamento, a rede fechou o trimestre com a menor alavancagem desde o terceiro trimestre de 2025 — redução de 0,8 vez, para 2,37 vezes a relação dívida líquida e Ebitda. A geração de caixa operacional ficou em R$ 3,32 bilhões, um recuo de R$ 600 milhões sobre o ano anterior. A geração de caixa livre subiu ligeiramente, cerca de R$ 34 milhões. No final das contas, a geração de caixa caiu de R$ 650 milhões para R$ 433 milhões, queda de um terço no montante. Se somar a normalização de desconto nos recebíveis, passa de quase R$ 1,1 bilhão para R$ 1,4 bilhão.