Começo com uma citação. Nietzsche teria dito: “A natureza não pune os maus, ela pune os fracos”. E podemos acrescentar: “A história também não pune os maus, pune os fracos. Não pune Netanyahu, pune Maduro. Não pune Israel, pune a Venezuela.
Há melhor maneira de expressar em poucas palavras a importância que tem a defesa nacional? Gostamos de nos vangloriar, com certa razão, do nosso soft power, da nossa música, da nossa dança, da nossa cordialidade etc. Mas o maior soft power do mundo nada resolve diante da ameaça de um agressor externo poderoso.
Somos também, declaradamente, um país pacífico por vocação. Até a nossa Constituição exclui a posse de armamento nuclear. Continua verdadeiro, entretanto, o antigo lema romano: Se vis pacem, para belum (Se queres a paz, prepara-te para a guerra). E cuidado para que a invocação do nosso pacifismo não seja tomada como sinal de fraqueza!
A questão da defesa nacional voltou à ordem do dia em 2026. O sinal de alerta vermelho foi dado pela intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que sequestraram, em operação relâmpago, sem sofrer perdas, o presidente do país. O regime venezuelano foi primeiro decapitado para, em seguida, ser vergonhosamente castrado. Sob Delcy Rodríguez, a Venezuela tornou-se um mero protetorado dos Estados Unidos. Isso tudo praticamente sem resistência. A revolução bolivariana era um tigre de papel.









