A disputa pelo governo de Pernambuco promete ser uma das mais acirradas do País e quem se arriscar a prever o resultado das urnas corre grande risco de errar. A menos de dois meses do primeiro turno, ainda não é possível cravar um favorito entre os dois principais concorrentes: a governadora Raquel Lyra, do PSD, em busca da reeleição, e o ex-prefeito do Recife João Campos, do PSB. Embora as pesquisas Quaest, divulgada no fim de julho, e Datafolha, publicada no início deste mês, mostrem Lyra numericamente à frente de Campos, a vantagem ainda não se consolidou como tendência. O cenário permanece volátil e os fatos políticos têm alterado o equilíbrio da disputa a cada momento. A prova mais recente veio na primeira semana de agosto, quando aconteceram as convenções dos dois palanques e a temperatura política oscilou por várias vezes, principalmente no entorno do palanque da governadora.
No sábado 1º, data da convenção de João Campos e véspera daquela de Lyra, a governadora cedeu às exigências da Federação União Progressista e rifou o nome do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho para uma das vagas ao Senado, rompendo um compromisso firmado anteriormente com o aliado. Em seu lugar, entra o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente da federação em Pernambuco. A decisão provocou reação imediata. Em poucas horas, lideranças ligadas ao grupo político dos Coelho, influente no sertão do São Francisco, marcaram presença na convenção de Campos e declararam apoio ao ex-prefeito, entre eles o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, do PDT.










