Eleições 2026
O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) figurou por meses como o grande favorito a conquistar o governo de Pernambuco neste ano, mas viu a governadora Raquel Lyra (PSD) ganhar tração nas pesquisas e chegar com vigor a esta reta final de pré-campanha. Há diferentes razões para a virada, mas uma delas se destaca: o controle da máquina pública.
No fim de abril, o instituto Quaest mostrava Campos com 42% das intenções de voto, ante 34% de Raquel. Na mais recente rodada, realizada entre 22 e 26 de julho, houve uma inflexão. A governadora desponta com 43%, enquanto o ex-prefeito marca 37%.
Os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro, de três pontos percentuais. Ainda assim, a trajetória de crescimento de Raquel — também registrada por outras pesquisas — revela uma mudança inequívoca na dinâmica da disputa.
Por exigência legal, Campos teve de se desincompatibilizar para concorrer ao governo: deixou a prefeitura da capital em 2 de abril e perdeu o controle da máquina. Raquel, por outro lado, continuou no cargo e intensificou a agenda de entregas — a legislação eleitoral permitia que governadores inaugurassem obras públicas até 4 de julho.
















