Governadora aparece à frente em levantamento do Datafolha O ex-prefeito do Recife João Campos e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra — Foto: Júlia Aguiar/1-8-2025 e Diego Nigro/Valor/31-10-2022 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 22:31 Campanha digital negativa impacta corrida de João Campos em PE Aliados de João Campos (PSB) atribuem à campanha negativa nas redes sociais a virada de Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas para o governo de Pernambuco, onde agora lidera com 48% das intenções de voto contra 43% de Campos. O avanço de Lyra é visto como reflexo de sua gestão e apoio de 134 prefeituras. A disputa é crucial para a estratégia de reeleição de Lula, que pode ter palanque duplo no estado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Aliados de João Campos (PSB) veem o que chamam de uma campanha negativa contra o ex-prefeito como um motivo que justifica a virada da governadora Raquel Lyra (PSD) em pesquisa de intenção de voto para o governo de Pernambuco. Os dois são adversários políticos no estado e aparecem como as candidaturas mais competitivas ao Palácio do Campo das Princesas. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostra Lyra numericamente na liderança da corrida pela reeleição no estado. Ela aparece com 48% das intenções de voto, contra 43% do ex-prefeito e também está à frente em um eventual segundo turno. O cenário representa uma mudança em relação à divulgação anterior, em abril, quando Campos aparecia com 12 pontos percentuais de vantagem contra a governadora. O entorno de Lyra celebrou o resultado e afirmou que esse crescimento já vinha sendo captado por pesquisas internas da campanha dela à reeleição. A avaliação é que esse aumento se deu pelo reconhecimento da gestão. Além disso, falam que ela intensificou agendas nas ruas, estando mais próxima do dia a dia das pessoas, ao mesmo tempo em que teve entregas e investimentos nos últimos meses em diferentes áreas, como segurança pública, saneamento e saúde. Um trunfo da governadora, dizem esses aliados, também são as costuras políticas que ela vem fazendo. Eles dizem que 134 prefeituras (de 184 no estado) estariam apoiando a busca pela reeleição. Aliados do ex-prefeito do Recife e atual presidente nacional do PSB, por sua vez, dizem que ele vem sofrendo uma campanha difamatória nas redes sociais. Um interlocutor frequente de Campos diz que a campanha dele não trata essas publicações críticas como casos episódicos. Um caso recente usado por esses aliados para exemplificar esses ataques virtuais é um em que Campos sofreu críticas por tirar uma correntinha de ouro que usa diariamente antes de participar de agendas públicas. Nas redes, usuários acusaram o ex-prefeito de esconder o acessório para evitar roubos. Como resposta, ele gravou um vídeo dizendo que era “lamentável” desvirtuar um fato para fazer “uso distorcido político”, e que ele tirava o acessório para evitar ruídos captados por microfone em gravações. “Eu uso o tempo todo [a corrente]. Quando vou fazer gravação interna ou externa eu tiro, porque a gente bota um microfonezinho de lapela que faz esse barulho e atrapalha a gravação”, afirmou nos vídeos. Nesse contexto, falam até de apoio de figuras públicas de grande alcance popular à candidatura de Raquel Lyra. Um dos citados é o cantor Wesley Safadão, que por mais de uma ocasião esteve ao lado da governadora. Nesta quinta, ela compartilhou em suas redes sociais um vídeo em que ela é elogiada pelo cantor, chamado por ela como “amigo” na publicação. No filmete, o cantor chama a governadora de “amiga”, “guerreira” e “trabalhadora”. “Você é incrível. Acompanho o seu trabalho, a sua dedicação, que Deus te ilumine. Eu sei o quanto você se dedica para o estado de Pernambuco, sou seu fã”, diz o cantor no vídeo compartilhado. Palanque para Lula A disputa entre João Campos e Raquel Lyra é uma das mais simbólicas no pleito deste ano, e tem consequências diretas na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Como o GLOBO mostrou, um dos ruídos entre PT e PSB é a possibilidade levantada por aliados de Lula de o presidente ter um duplo palanque no estado, mantendo-se neutro, o que é rechaçado por João Campos. O ex-prefeito critica a atuação do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa para não garantir o apoio exclusivo de Lula à sua candidatura. Integrantes da cúpula do PSB dizem ainda que um eventual ruído em Pernambuco poderá levar a uma revisão do apoio da sigla do vice-presidente Geraldo Alckmin ao PT em outros estados nas eleições. A interlocutores, o ex-prefeito dá como certo esse apoio exclusivo de Lula em torno de seu nome. Já aliados de Raquel Lyra dizem que não está descartada a possibilidade de o chefe do Executivo se manter neutro. Esses aliados dizem que o resultado da pesquisa desta quinta-feira dá mais força para que esse caminho seja adotado por Lula, diante da avaliação de que será uma eleição acirrada em outubro e que o petista não pode abrir mão de apoios estratégicos.
Aliados de João Campos veem campanha negativa nas redes como motivo de virada de Raquel Lyra em pesquisa ao governo de Pernambuco
Governadora aparece à frente em levantamento do Datafolha












