O índice Dow Jones teve queda de 0,85%, aos 53.885,10 pontos, o S&P 500 caiu 0,18%, aos 7.709,96 pontos, e o Nasdaq anotou leve queda de 0,06%, aos 26.348,35 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Operador trabalha na bolsa de Nova York — Foto: Richard Drew/AP Photo As bolsas americanas encerraram em queda nesta quinta-feira (6), pressionadas pela alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e pelo forte avanço nos preços do petróleo, causado pelo impasse na discussão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. Os fracos resultados trimestrais de empresas de tecnologia também contribuíram para a queda dos índices. O Dow Jones teve queda de 0,85%, aos 53.885,10 pontos, o S&P 500 caiu 0,18%, aos 7.709,96 pontos, e o Nasdaq teve leve queda de 0,06%, aos 26.348,35. O setor de tecnologia encerrou em alta, apesar dos fracos resultados da Sandisk (-6,81%), AppLovin (-19,66%) e Western Digital (-13,03%). Agora, os investidores voltam suas atenções para a divulgação do relatório oficial de empregos dos EUA, o chamado “payroll”, de julho, amanhã. Os dados podem dar ainda mais destaque ao mandato de inflação do Federal Reserve (Fed), caso a tendência de estabilidade do mercado de trabalho seja mantida. Os investidores também realizaram lucros, após o Dow Jones ter renovado recordes na sessão anterior e o S&P 500 seguir próximo da máxima histórica. O Nasdaq também registrou forte impulso na semana, até o momento, com uma recuperação das ações de “big techs” no período, depois de um primeiro semestre desafiador para as chamadas "Sete Magníficas". A promessa da reabertura do Estreito de Ormuz por integrantes do governo americano gerou um forte alívio nos preços do petróleo ao longo da semana, ao instigar o otimismo do mercado quanto à uma normalização nos fluxos da commodity. O sentimento, no entanto, foi se dissipando ao longo do dia, o que se refletiu na alta dos preços do produto, que aceleraram após a mídia iraniana publicar um plano de tráfego pelo estreito com condições restritivas. Segundo a agência iraniana Fars, o plano de gestão de Ormuz proibiria navios dos EUA e de Israel de transitar pela passagem, além de bloquear outras nações que tenham prejudicado o país, até que uma indenização fosse paga. Autoridades americanas já se manifestaram contra os impedimentos, segundo informações da CNBC americana.