Comando diz que a margem bruta deve continuar a se expandir, mas não no ritmo visto no 2º tri em relação ao ano anterior; trata-se do 11º trimestre consecutivo de alta no indicador 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Riachuelo: lucro bruto de vestuário totalizou R$ 1 bilhão, crescimento de 12,5% — Foto: Divulgação A margem bruta foi um dos temas centrais da teleconferência de resultados do segundo trimestre da Riachuelo, controlada pela Guararapes, na tarde desta quinta-feira (6), por conta do crescimento no período. O índice alcançou 59,2% de abril a junho, avanço de 1,9 ponto percentual em relação ao ano anterior — é a maior taxa para esse período da história da rede, e a questão foi abordada por diferentes analistas na “call”. Confira os resultados e indicadores da Guarapes e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Miguel Cafruni, diretor de relações com investidores, disse que a margem bruta deve continuar a se expandir, mas não no ritmo visto no segundo trimestre em relação ao ano anterior. Trata-se do 11º trimestre consecutivo de alta nesse indicador na rede. O lucro bruto de vestuário totalizou R$ 1 bilhão, crescimento de 12,5%. O desempenho da margem foi impulsionado por ganhos de eficiência fabril, menor nível de remarcações, avanços nos processos de precificação e melhor mix de produtos, com aumento da participação dos itens de inverno, disse o diretor. No mesmo período, o lucro bruto de mercadorias totalizou R$ 1,1 bilhão, evolução de 8,3% em relação ao ano anterior. A margem bruta de mercadorias alcançou 56,6% no trimestre, ganho de 3,2 pontos frente ao mesmo período do ano anterior, refletindo principalmente a evolução do mix de vendas e a menor participação de eletrônicos. Ainda na teleconferência, o comando foi questionado sobre o efeito da Copa do Mundo nas vendas, assim como a concorrente C&A foi perguntada por analistas nesta semana. “A Copa teve um efeito no fluxo das lojas até o final dos jogos, e com o Brasil caindo [do torneio] isso melhorou um pouco, mas o impacto continuou até o final”, disse André Michel Farber, diretor geral da Riachuelo. A C&A também comentou esses efeitos, mas os impactos foram diferentes para as empresas. Na Riachuelo, as vendas “mesmas lojas” de vestuário (em operação há mais de 12 meses) cresceram 7,8% no segundo trimestre, para uma forte base de alta e 15,8% há um ano, e na C&A, que também teve impacto da Copa, a alta foi de 4,1% (versus avanço de 17,1% há um ano). Sobre a receita líquida de vestuário, na Riachuelo, houve alta de 8,9%, e na C&A, 5,6%. A Riachuelo também foi perguntada sobre a sua estrutura de capital. A dívida líquida totalizou R$ 943 milhões, com alavancagem de 0,5 vez em junho de 2026, estável em relação a junho de 2025. Considerando a relação dívida líquida e Ebitda pré-IFRS, a alavancagem foi de 0,7 vez ao final do junho de 2026, mesmo patamar registrado em junho de 2025. O volume de recebíveis descontados no segundo trimestre foi de R$ 575 milhões. O diretor do grupo mencionou que a empresa tem feito um trabalho para melhora o retorno sobre o capital investido e sobre a estrutura de capital da rede. A despesa financeira, por exemplo, teve alta de 9,2% no segundo trimestre, refletindo principalmente o aumento dos juros sobre empréstimos e debêntures, decorrente da maior dívida bruta no período relacionada à estratégia de gestão do passivo. Esse movimento permitiu reduzir a taxa média de DI+ 2,40% ao ano para DI+ 0,95% ao ano, aprimorando o perfil de endividamento e tornando a estrutura de capital mais eficiente, disse a rede em seu balanço. De abril a junho, o lucro líquido da rede atingiu R$ 168 milhões, crescimento de 36,2% de abril a junho e maior patamar histórico para o período.
Riachuelo bate recorde com margem bruta no 2º tri
Comando diz que a margem bruta deve continuar a se expandir, mas não no ritmo visto no 2º tri em relação ao ano anterior; trata-se do 11º trimestre consecutivo de alta no indicador







