Já as vendas para a China continuam subindo, com alta de 8,6% no mês passado. Mesmo com perda de espaço na maior economia do mundo, balança mantém estabilidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tarifaço tará recuo na balança comercial e no PIB do Brasil, dizem relatórios — Foto: Nelson Almeida/AFP A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,07 bilhões em julho, indicando que o país exportou mais que importou no mês passado. Em julho, o Brasil exportou o equivalente a US$ 34,12 bilhões e importou US$ 27,05 bilhões, segundo os dados preliminares divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O desempenho do comércio exterior no mês passado ficou estável em relação ao registrado no mesmo período de 2025, apesar do recuo de 5% nas vendas para os Estados Unidos no mês em que o presidente Donald Trump impôs novas tarifas de importação a produtos brasileiros. Foram US$ 3,64 bilhões enviados para a maior economia do mundo no mês passado. Já as exportações para a China, segundo maior PIB global e principal parceiro comercial do Brasil, continuaram crescendo e atingiram US$ 10,673 bilhões, aumento de 8,6% em relação ao valor embarcado em julho de 2025. No acumulado do ano até 31 de julho, as exportações brasileiras totalizam US$ 218,55 bilhões, e as importações, US$ 169,51 bilhões, com saldo positivo de US$ 49,04 bilhões. A corrente de comércio alcançou US$ 388,065 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio. Impacto do novo tarifaço ainda por vir A sobretaxa de 25% imposta pelo governo americano sobre os produtos nacionais começou a vigorar a partir de 25 de julho, sob a acusação de supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil, portanto a expectativa é de um impacto maior na relação comercial entre os dois países a partir deste mês. O Brasil também entrou numa lista de 60 economias penalizadas com tarifa de 10% a 12,5% sobre suas exportações para os EUA sob a alegação de que não têm políticas eficazes para coibir produtos originados em trabalho forçado. A sobretaxa no caso brasileiro foi de 12,5%. No entanto, nos dois casos, há uma lista extensa de exceções. O Mdic estima que apenas 23,1% da pauta de exportações do Brasil para os EUA foi afetada pelo novo tarifaço de Trump. O governo brasileiro chegou a falar em retaliação comercial, mas ainda não adotou qualquer medida neste sentido. Um agravante do efeito da taxação de exportações brasileiras nos EUA é que ela recai principalmente sobre produtos industrializados, de maior valor agregado. A indústria brasileira tem nos EUA um de seus principais mercados. Já commodities agrícolas e minerais, como café e petróleo, foram isentas da sobretaxa em uma longa lista de exceções.