Semanas após protestos xenófobos expulsarem milhares de trabalhadores migrantes da África do Sul, fileiras de máquinas de costura permaneciam paradas em uma fábrica de roupas em Newcastle, um polo de produção no leste da província de KwaZulu-Natal.
A campanha liderada pelo grupo anti-imigração March and March buscava liberar empregos para sul-africanos, um terço dos quais está desempregado. Mas fabricantes locais têm enfrentado dificuldades para preencher as vagas deixadas por trabalhadores estrangeiros.
Proprietários de três fábricas disseram ter perdido entre 12% e 19% de sua força de trabalho durante os protestos. Segundo os empresários, alguns trabalhadores tinham habilidades de costura escassas no mercado, enquanto poucos moradores locais estavam dispostos a aceitar os empregos de baixa remuneração.
"As pessoas não querem trabalhar em fábricas", disse Mpho Nkosi, uma administradora sul-africana de 29 anos em uma das empresas.
Migrantes normalmente trabalham em setores pouco atrativos para os moradores locais, afirmam analistas. Ainda não está claro o alcance da atual escassez de mão de obra, mas também houve relatos de vagas não preenchidas em plantações de cana-de-açúcar.







