Juntas, ExxonMobil, Chevron, Shell, TotalEnergies e BP viram seu fluxo de caixa bater recorde, superando até o período pós-invasão da Ucrânia. Ganhos com refino devem turbinar balanços no 3º trimestre 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Refinaria Pernis da Shell em Rotterdam, na Holanda: petróleo chegou a superar US$ 120 por barril no fim de abril — Foto: Peter Boer/Bloomberg O segundo trimestre deste ano foi um período de bonança para as grandes petroleiras globais, graças à disparada do preço do petróleo após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, conflito que teve início em 28 de fevereiro. Juntas, ExxonMobil, Chevron, Shell, TotalEnergies e BP registraram lucro líquido superior a US$ 47 bilhões, um aumento de mais de 160% em relação ao mesmo período do ano anterior. É o terceiro maior ganho combinado já registrado por essas gigantes do setor, só ficando atrás para os lucros somados de quase US$ 60 bilhões registrados no segundo e no terceiro trimestre de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O fluxo de caixa livre — a diferença entre a geração de caixa e as despesas — impressiona ainda mais. As cinco maiores petroleiras internacionais geraram quase US$ 70 bilhões no segundo trimestre, o maior valor da história, superando o recorde de US$ 60 bilhões registrado no mesmo período de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo dados compilados pela Bloomberg. O petróleo bruto chegou a superar US$ 120 por barril no fim de abril e, embora as cotações tenham recuado posteriormente e, na média do trimestre, o custo do Brent tenha ficado em US$ 96,79 por barril, os preços dos produtos refinados continuam sob forte pressão. Isso beneficia especialmente as grandes petroleiras integradas, que atuam tanto em produção como refino. A americana Chevron registrou lucro líquido de US$ 12,2 bilhões, um aumento de cinco vezes em relação ao mesmo período do ano anterior e um recorde para a companhia petrolífera sediada em Houston. A ExxonMobil, por sua vez, teve lucro de US$ 14,5 bilhões no segundo trimestre, o dobro do registrado no mesmo período do ano passado e seu melhor resultado trimestral desde 2022. Ambas as empresas elevaram sua produção para níveis próximos dos recordes históricos e estão operando suas refinarias perto da capacidade máxima, para abastecer o mercado com gasolina, diesel e outros derivados de petróleo. Para as empresas europeias, o aumento da volatilidade criou enormes oportunidades. BP, Shell e TotalEnergies têm grandes operações de trading (intermediação comercial de petróleo e derivados), o que lhes permite lucrar durante períodos de forte turbulência nos mercados. Na francesa Total, o lucro saltou 68% no segundo trimestre, para US$ 6,03 bilhões. A anglo-holandesa Shell viu seu lucro mais do que dobrar, chegando a US$ 9,84 bilhões, o maior valor desde o início da guerra na Ucrânia. A britânica BP viu o lucro crescer 143%, para US$ 5,73 bilhões. Os preços de derivados em alta devem turbinar os ganhos dessas petroleiras também no terceiro trimestre, preveem analistas, ainda que a cotação do barril do petróleo tenha recuado e possa cair ainda mais caso haja um avanço nas negociações por um acordo de paz. A guerra envolvendo o Irã abalou os mercados globais de energia quando levou ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz no fim de fevereiro, retendo enormes volumes de petróleo e derivados dentro do Golfo Pérsico. Com isso, compradores precisaram pagar mais caro para adquirir petróleo de outras regiões, principalmente dos Estados Unidos, criando inúmeras oportunidades para que as mesas de trading obtivessem lucros extraordinários. A escassez de derivados de petróleo também foi agravada, nos últimos meses, por sucessivas ondas de ataques ucranianos contra refinarias e instalações de combustíveis na Rússia, levando as margens de refino a níveis recordes.
Lucro de 5 gigantes petrolíferas globais dispara 160% com guerra no Irã e chega a US$ 47 bi
Juntas, ExxonMobil, Chevron, Shell, TotalEnergies e BP viram seu fluxo de caixa bater recorde, superando até o período pós-invasão da Ucrânia. Ganhos com refino devem turbinar balanços no 3º trimestre











