Casa que integra rede XP de assessoria tem mais de 50% do patrimônio já no modelo “fee based”; consultoria vem para consolidar patrimônio intermediário, a partir de R$ 1 milhão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Com R$ 8,3 bilhões sob seus cuidados, a Faz Capital, que integra a rede XP na atividade de assessoria de investimentos, criou um braço de consultoria de valores mobiliários. Com mais de 50% do patrimônio já sob o modelo “fee based”, em que o cliente paga pelo serviço de aconselhamento, incluindo o multifamily office (MFO), fazia sentido dar esse passo, segundo Lucas Ferraz, sócio-fundador e principal executivo (CEO) da companhia. O negócio já começa com R$ 300 milhões e quatro consultores oriundos da assessoria, que “são prata da casa e foram forjados para colocar o investidor em primeiro lugar”, diz Ferraz. “Eles decidiram abrir mão da remuneração [via comissionamento por produto] para fazer o melhor pelo cliente, porque só assim ele vai permanecer conosco. Deixa de ser um negócio de aquisição [de novos clientes] e passa a ser de LTV [o ‘lifetime value’, o faturamento que proporciona ao longo do relacionamento]. Quanto mais tempo o cliente ficar dentro do ecossistema, melhor.” O plano é também trazer profissionais qualificados do mercado, com profundidade técnica e que se identifiquem com esse formato. Certificações como a CFP, de planejador financeiro da Planejar, estão entre os pré-requisitos para a seleção. A dimensão internacional, no aconselhamento de alocação no exterior, também faz parte das capacidades que a Faz busca. A empresa mantém uma base em Miami, liderada pela sócia Renata Barreto, que também comanda o MFO. O modelo de consultoria fee based nunca será para 100% da base, afirma Ferraz, que defende ter à mão as diversas alternativas que se encaixem ao perfil do investidor. Enquanto na assessoria o cliente é atendido na plataforma da XP, na consultoria o conceito é olhar o todo, independentemente de onde esteja a custódia do cliente. Daí a remuneração pelo serviço baseada num percentual do patrimônio assessorado. A consultoria vem para consolidar o patrimônio intermediário, a partir de R$ 1 milhão, segundo Ângelo Passos, diretor comercial da Faz Capital, enquanto o MFO cobre as famílias empresárias e indivíduos ultra-ricos. “Queremos que o cliente tenha a liberdade de escolher a instituição com a qual deseja trabalhar e a forma de pagamento mais adequada às suas necessidades”, diz. Até 2030, a meta do grupo é chegar a um patrimônio na casa dos R$ 30 bilhões. A Faz Capital foi fundada em 2017 por Ferraz e Taiguar Araújo, primeiro dentro da estrutura da Guide Investimentos, já sob a lógica do fee based, que era permitida mesmo para os antigos agentes autônomos. No início de 2020, o escritório migrou para a estrutura da XP, com a qual mantém um acordo de exclusividade. O contrato não se estende à consultoria, já que a regulação prevê que a atuação do profissional seja em regime de multicustódia. Ferraz, da FAZ: consultoria de valores mobiliários começa com R$ 300 milhões e quatro consultores oriundos da assessoria — Foto: Divulgação
Faz Capital cria braço de consultoria de investimentos
Casa que integra rede XP de assessoria tem mais de 50% do patrimônio já no modelo “fee based”; consultoria vem para consolidar patrimônio intermediário, a partir de R$ 1 milhão







