Os trabalhadores dos Estados Unidos viram novamente sua fatia da economia do país cair para uma mínima histórica no segundo trimestre, em meio a um contínuo boom de produtividade que está gerando ganhos de produção superiores ao crescimento dos salários, informou nesta quinta-feira (6) a Agência de Estatísticas do Trabalho dos EUA (BLS, na sigla em inglês).
A chamada participação do trabalho no PIB (produto interno bruto nominal), definida pelo BLS como a porcentagem da produção destinada aos trabalhadores na forma de remuneração, caiu de 53,7% no primeiro trimestre para 52,9% no segundo.
Esse foi o menor nível desde o início da série histórica, em 1947, informou o BLS ao divulgar um crescimento da produtividade no segundo trimestre acima do esperado.
A participação do trabalho vem caindo há décadas, impulsionada por fatores como a redução do alcance e do poder dos sindicatos e a globalização, que transferiu empregos industriais com salários relativamente altos para centros de produção de baixo custo no exterior.
Mais recentemente, a economia tem presenciado avanços tecnológicos, como a automação e, potencialmente, a inteligência artificial, que permitem às empresas aumentar a produção sem ampliar substancialmente o quadro de funcionários.











