Definido como segundo suplente de Tebet, Marcelo Barbieri apoiou Tarcísio nas eleições de 2022 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marina Silva e Simone Tebet, candidatas ao Senado por SP — Foto: Wenderson Araujo/Valor e Rogerio Vieira/Valor As campanhas das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado por São Paulo definiram os suplentes, após resolver um impasse com o PDT, que pressionava por espaço nas chapas. As vagas de suplência ficarão com PT, Psol e PDT. Leia mais: Sem uma vaga na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, o PDT ameaçou lançar um candidato ao Senado. O presidente do partido, Carlos Lupi, tentou ficar com a primeira suplência de Marina, mas não conseguiu. A legenda ficará com as duas segundas suplências. A chapa de Marina Silva definiu o vereador Djalma Nery (Psol) na primeira suplência e sindicalista Antonio Neto (PDT) na segunda suplência. Nery foi o vereador mais bem votado de São Carlos (SP) em 2024, na cidade com cerca de 255 mil habitantes. O parlamentar é cientista social, mestre em Ecologia, educador e ambientalista. Antonio Neto é presidente do PDT-SP e presidente da central sindical Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). Simone Tebet terá como primeiro suplente Laio Correia Moraes (PT) e Marcelo Barbieri (PDT) como segundo suplente. Advogado, Laio Moraes foi chefe de gabinete de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda e trabalhou com o petista na Prefeitura de São Paulo. Barbieri foi dirigente do MDB, era ligado ao grupo político do ex-governador Orestes Quércia e ficou filiado no partido por 50 anos, antes de migrar para o PDT. Foi deputado federal quatro vezes, duas vezes prefeito de Araraquara (SP) e trabalhou nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Michel Temer (MDB). No primeiro mandato de Lula, atuou como assessor especial da Casa Civil, então comandada por José Dirceu. No governo Temer, trabalhou com Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador de São Paulo e candidato à reeleição. Ainda filiado ao MDB, Barbieri (PDT), declarou voto no segundo turno em Tarcísio na disputa contra Haddad em 2022. Seu partido aliou-se ao candidato do Republicanos no segundo turno contra o petista. Na ocasião, Barbieri publicou foto ao lado de Tarcísio, a quem se referiu como "gestor eficiente e republicano comprometido", e afirmou compartilhar "dos mesmos ideias democráticos, de participação popular e justiça social" do hoje governador e adversário de Haddad. Em Araraquara, Barbieri foi adversário político do ex-prefeito da cidade e atual presidente nacional do PT, Edinho Silva. Os dois políticos, no entanto, se aproximaram e hoje são aliados. Ao falar sobre o apoio a Tarcísio em 2022, o ex-prefeito diz que foi por conta da conjuntura daquela eleição, com a aproximação de seu partido ao então candidato do Republicanos. Agora, diz ter saído do MDB para o PDT por discordar do rumo tomado pelo partido. “No atual momento político, a defesa da democracia é fundamental”, diz. Na campanha, Barbieri afirma que pretende dialogar com prefeitos do interior e empresários, e diz ter ficado surpreso negativamente com o apoio de Tarcísio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ex-prefeito cita a imagem de Tarcísio com o boné em apoio ao presidente americano, quando Trump tomou posse, em janeiro de 2025. “Me surpreendi quando ele colocou o boné do Maga [Make America Great Again]”, diz, em meio a críticas do tarifaço imposto por Trump a produtos brasileiros. “São Paulo está sofrendo com esse tarifaço e foi um erro político.”