Conversas na Itália ocorrem após os dois países terem concordado, em junho, com um acordo de segurança mediado pelos EUA para reduzir as hostilidades na fronteira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pessoas e jornalistas observam um local atingido por ataques israelenses ocorridos na madrugada de quinta-feira, segundo a agência de notícias estatal libanesa NNA, em Burj al-Shamali, no sul do Líbano , em 6 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Stringer Autoridades libanesas informaram que ataques de retaliação de Israel mataram ao menos uma pessoa, após dois soldados israelenses terem sido mortos no sul do Líbano na quarta-feira. A nova escalada de violência coincidiu com a mais recente rodada de negociações entre os dois países. As conversas em Roma, iniciadas na terça-feira e previstas para continuar até esta quinta-feira, ocorrem após Israel e Líbano terem concordado, em junho, com um acordo de segurança mediado pelos Estados Unidos para reduzir as hostilidades na fronteira. Apesar do cessar-fogo, Israel estabeleceu uma zona de segurança no sul do Líbano, onde suas tropas continuam operando para eliminar o que considera ser a ameaça representada pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, ao longo da fronteira. Dois soldados morreram e outros quatro ficaram feridos após uma explosão em um edifício no qual haviam entrado durante uma operação de segurança, informou a rádio do Exército israelense nesta quinta-feira. Citando uma fonte de segurança, a emissora disse que ainda não está claro quando o explosivo foi instalado no prédio, se antes ou depois do cessar-fogo. Na quarta-feira, os militares israelenses classificaram inicialmente o incidente como "uma flagrante violação do cessar-fogo" por parte do Hezbollah, justificando uma série de ataques de retaliação contra alvos no sul do Líbano. Já nesta quinta-feira, em nota lamentando a morte dos soldados, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, não mencionou o Hezbollah nem qualquer violação da trégua, indicando que o governo israelense não pretende ampliar a escalada militar. O filho do major Harel Birenstock, soldado da reserva israelense morto em uma explosão no sul do Líbano , segundo o exército israelense, reage durante o funeral do pai no Cemitério Militar do Monte Herzl, em Jerusalém, em 6 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Ronen Zvulun O site das Forças Armadas israelenses mostra que a última morte de um soldado no sul do Líbano havia ocorrido em 28 de junho. O Ministério da Saúde do Líbano informou na quarta-feira que uma pessoa morreu e outras 12 ficaram feridas em um ataque israelense contra a cidade de Tibnin, no sul do país, cerca de 25 quilômetros de Mansouri. Antes da ofensiva, os militares israelenses emitiram um aviso de evacuação para a área — o primeiro alerta desse tipo divulgado na internet para o Líbano em mais de um mês.