Militares mobilizam 11 mil agentes; voos de drones na região do evento serão vetados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella (ao centro), cercado por seguranças — Foto: Schneyder Mendoza/AFP O governo colombiano alertou nesta quarta-feira para possíveis "atos terroristas" durante a posse do presidente eleito Abelardo de la Espriella, marcada para sexta-feira em Cali, cidade recentemente afetada por ataques de guerrilheiros. O futuro presidente de extrema-direita pediu ao Congresso que a cerimônia de posse, tradicionalmente realizada em Bogotá, seja transferida para a terceira maior cidade do país, que está sob influência de grupos de narcotráfico. De la Espriella, de 48 anos, venceu as eleições de junho prometendo bombardear, com apoio dos EUA, as organizações ilegais que operam em Cali e em outras partes do país. Pedro Sánchez, Ministro da Defesa do governo do presidente de esquerda Gustavo Petro, afirmou nesta quarta-feira que existe uma ameaça "latente" de ataques no dia da cerimônia, que contará com a presença de uma dezena de chefes de Estado. Os presidentes da Argentina, Paraguai, Chile e Equador devem comparecer, juntamente com o rei Felipe VI da Espanha, entre outros. "Esses criminosos provavelmente pretendem interromper este evento democrático com atos terroristas", disse Sánchez à rádio La FM. Apreensão de explosivos Os militares mobilizarão 11 mil soldados, e as autoridades proibiram voos de drones sobre Cali e municípios vizinhos. Esses dispositivos são usados por grupos guerrilheiros para lançar explosivos. Cali é a principal cidade próxima às regiões montanhosas do sudoeste da Colômbia, onde se cultivam as folhas de coca, principal componente da cocaína. Colombianos vão às urnas em disputa presidencial histórica 1 de 11 Indígena Misak vota durante o primeiro turno da eleição presidencial em Silvia, Colômbia — Foto: Luisa Gonzalez/REUTERS 2 de 11 Pessoas em local de votação em Medellín, na Colômbia, durante as eleições presidenciais. Os colombianos começaram a votar neste domingo (29) em um primeiro turno das eleições presidenciais, com um esquerdista pronto para a vitória pela primeira vez na história conturbada do país. — Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Membros do Esquadrão Móvel Anti-perturbação bloqueiam colombianos que tentam atravessar da Venezuela para votar durante o primeiro turno da eleição na fronteira da Ponte Internacional Simón Bolívar, em Cucuta. — Foto: Federico PARRA / AFP 4 de 11 Jovem lança voto em uma seção na escola Jorge Gaitán Cortés, em Bogotá — Foto: Santiago Arcos/REUTERS X de 11 Publicidade 5 de 11 Eleitor deixa a impressão digital após votar em Bogotá — Foto: Juan BARRETO / AFP 6 de 11 O candidato esquerdista Gustavo Petro mostra seu voto durante as eleições presidenciais, em Bogotá — Foto: Juan BARRETO / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Federico Gutiérrez,, candidato da centro-direitista Equipe Colômbia, exibe seu voto ao lado de sua esposa, Margarita Gómez, e um de seus filhos, durante as eleições presidenciais, em Medellín — Foto: Joaquin SARMIENTO / AFP 8 de 11 O candidato de centro-direita Rodolfo Hernández chega a seu local de votação, em Bucaramanga — Foto: Reuters X de 11 Publicidade 9 de 11 O candidato Sergio Fajardo durante as eleições presidenciais, em Medellín — Foto: Joaquin SARMIENTO / AFP 10 de 11 Pessoas votam durante o primeiro turno da eleição presidencial, em Suárez — Foto: Luisa Gonzalez/REUTERS X de 11 Publicidade 11 de 11 Fiscais contam cédulas em seção de votação após fechamento das urnas em Medellín — Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP No departamento vizinho de Cauca, a polícia interceptou um veículo na madrugada de terça-feira transportando 400 kg de explosivos caseiros. Um grupo dissidente das extintas Farc, liderado por Iván Mordisco, o guerrilheiro mais procurado da Colômbia, atua nessa região. As autoridades suspeitam que os explosivos tinham como alvo Cali, uma cidade com 2,2 milhões de habitantes. Inicialmente, De la Espriella planejava realizar sua cerimônia de posse em Cauca, mas mudou de ideia, alegando mau tempo. Em 2002, a cerimônia de posse do presidente de direita Álvaro Uribe foi alvo de explosivos lançados de um bairro próximo ao palácio presidencial em Bogotá. O grupo guerrilheiro Farc, que depôs as armas após um acordo de paz em 2017, foi responsabilizado por esses ataques. Os dispositivos explosivos não atingiram o local da cerimônia de posse. O bloco legislativo de esquerda, liderado pelo senador Iván Cepeda, que perdeu o segundo turno para De la Espriella, anunciou que não compareceria ao evento de sexta-feira e convocou protestos em Cali, Bogotá e Barranquilla (norte da Colômbia). A direita teme uma explosão social como a que Petro apoiou contra seu antecessor, Iván Duque. Os protestos deixaram quase 50 mortos entre 2019 e 2021, segundo as Nações Unidas. O ministro Sánchez não descartou o envio de tropas de choque na sexta-feira, caso ocorram distúrbios e bloqueios de estradas. De la Espriella propõe um plano militar para combater guerrilheiros, paramilitares e outros narcotraficantes que, segundo especialistas, se fortaleceram em meio às tentativas fracassadas do governo anterior de negociar a paz. Petro se recusa a reconhecer a vitória do presidente eleito, alegando fraude no segundo turno, uma alegação que nenhuma autoridade endossou.
Governo colombiano alerta para possíveis 'atos terroristas' durante posse presidencial
Militares mobilizam 11 mil agentes; voos de drones na região do evento serão vetados













