Na Região Norte, pancadas seguem concentradas na Amazônia, enquanto o Nordeste terá chuva fraca e isolada apenas em trechos do litoral 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Amanhecer na Baía. Calor extremo e tempestades podem ser efeitos do Super-El Niño, fenômeno climático que este ano deve chegar bem antes do verão — Foto: Gabriel de Paiva Uma nova frente fria começa a se organizar nesta quinta-feira e recoloca o Rio Grande do Sul no centro das atenções da previsão do tempo. O sistema, associado a um ciclone extratropical que se forma entre a Argentina e o Uruguai, aumenta as condições para chuva forte, rajadas de vento, trovoadas e eventual queda de granizo no estado. Embora o ciclone permaneça sobre o Atlântico Sul, é a frente fria ligada a ele que avança pelo Sul do Brasil e concentra os maiores volumes de precipitação entre quinta e sexta-feira. Os modelos meteorológicos indicam maior probabilidade de chuva do centro ao sul do Rio Grande do Sul, com instabilidades também alcançando o oeste e o sul de Santa Catarina, o sudoeste do Paraná e áreas do extremo sul de Mato Grosso do Sul. Segundo a meteorologista Andrea Ramos, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o cenário desta quinta ainda é marcado pela atuação de áreas de instabilidade antes da consolidação da frente fria. — As chuvas já estão ocorrendo no Rio Grande do Sul e seguem ao longo do dia. No fim da tarde e durante a noite, a frente fria começa a se organizar. O ciclone permanece entre a Argentina e o Uruguai, mas é a frente associada a ele que atravessa o estado e favorece chuva mais intensa — explica. De acordo com ela, a combinação entre transporte de umidade, queda nas temperaturas e a organização do sistema aumenta o potencial para temporais. — A previsão é de rajadas de vento, trovoadas e possibilidade de granizo de forma isolada. Os maiores volumes devem ocorrer do centro ao sul do Rio Grande do Sul, mas também há previsão de chuva no oeste de Santa Catarina e no sudoeste do Paraná — afirma. A meteorologista destaca que os ventos também tendem a ganhar força na faixa litorânea do Sul entre o fim da tarde e a noite, acompanhando a organização do ciclone sobre o oceano. — As rajadas podem chegar perto dos 90 km/h em alguns pontos do litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A tendência é que a Marinha emita avisos de ressaca nas próximas horas — diz. Enquanto isso, o restante do país permanece sob influência da massa de ar quente e seca que domina o Brasil central. A quinta-feira será de tempo firme em praticamente todo o Sudeste, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, além do Centro-Oeste e do interior do Nordeste. As temperaturas seguem elevadas, com máximas próximas de 35°C em áreas de Mato Grosso, Tocantins e sul da Amazônia, enquanto Rio de Janeiro e São Paulo permanecem com tardes quentes e baixa umidade relativa do ar, especialmente no interior paulista e em Minas Gerais. No Norte, a chuva continua concentrada sobre o noroeste do Amazonas, norte do Acre e Roraima, além de áreas do Amapá, sempre na forma de pancadas típicas da combinação entre calor e umidade, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento. Já no litoral do Nordeste, a previsão indica apenas aumento de nebulosidade, sem expectativa de acumulados expressivos de chuva ao longo desta quinta-feira.