No Norte, a chuva se concentra entre Amazonas, Pará e Amapá; no Nordeste, os maiores volumes são esperados no litoral entre Ceará e Pernambuco, enquanto o Centro-Oeste segue com tempo seco e calor 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Chuva no Rio de Janeiro — Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo/Arquivo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 11:15 Frente fria provoca granizo e chuvas intensas no Sudeste e Nordeste Uma área de instabilidade traz granizo, chuva e frio ao Sudeste, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A frente fria no oceano ainda influencia o clima, favorecendo chuvas intensas. No Nordeste, chuvas concentradas no litoral entre Ceará e Pernambuco. Já no Sul, as temperaturas caem com a chegada de uma massa de ar frio. O Centro-Oeste segue com tempo seco e calor. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A atuação de um cavado — área alongada de baixa pressão associada à frente fria que já avançou para o oceano — deve intensificar as chuvas no Sudeste nesta sexta-feira. Segundo a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há condições para pancadas fortes acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente em São Paulo, no Sudeste de Minas Gerais e entre o centro e o sul do estado do Rio de Janeiro. Embora a frente fria já tenha se afastado do continente, o sistema continua influenciando as condições do tempo na região. — A frente já está no oceano, mas o cavado ainda dá suporte para a entrada de umidade e favorece chuva com volumes significativos no Sudeste — explica a meteorologista Andrea Ramos. A instabilidade deve atingir praticamente todo o estado de São Paulo, incluindo a capital. No Rio de Janeiro, a previsão é de chuva principalmente entre o centro e o sul do estado, com possibilidade de pancadas também em áreas da Região Metropolitana. Em Minas Gerais, os maiores acumulados devem ocorrer no Sudeste do estado, na divisa com Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo Andrea, o calor acumulado nos últimos dias, combinado com a chegada de uma massa de ar mais frio, cria condições favoráveis para temporais. — Como ainda está muito quente, a chuva pode ocorrer em forma de pancadas, com trovoadas, rajadas de vento e até queda isolada de granizo — alerta. A meteorologista afirma que o contraste entre as massas de ar favorece a formação das nuvens responsáveis pelos temporais mais intensos. — Esse choque entre o ar quente e o ar frio favorece a formação de cumulonimbus, que provocam chuva intensa em curto período e podem trazer granizo — acrescenta. O Inmet emitiu alerta amarelo, de perigo potencial, para chuvas intensas em áreas de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Bahia. O aviso prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, ou até 50 milímetros por dia, além de ventos de 40 km/h a 60 km/h. No Nordeste, os maiores volumes de chuva devem se concentrar entre o Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, norte do Ceará e noroeste do Maranhão. Pernambuco está entre os estados que registraram alagamentos provocados pelos temporais nos últimos dias. Segundo Andrea, as instabilidades na faixa leste da região continuam sendo alimentadas por cavados que favorecem o transporte de umidade do oceano. — Esses sistemas favorecem a entrada de umidade e mantêm condições para chuva com volumes significativos. Em alguns momentos, também podem ocorrer trovoadas e rajadas de vento — afirma. Na Região Sul, a tendência é de diminuição da instabilidade depois dos temporais registrados nos últimos dias. O Paraná ainda deve registrar chuva, principalmente entre o centro e o norte do estado. Já Rio Grande do Sul e Santa Catarina terão predomínio de nebulosidade, com chuva fraca ou chuviscos isolados, sobretudo entre o centro e o leste dos estados e no litoral norte catarinense. Além da redução das chuvas, uma massa de ar frio avança sobre a região e provoca queda nas temperaturas. — Não é uma massa de ar frio muito intensa, mas ela já ameniza as temperaturas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em parte do Paraná — pondera. Na Região Norte, as pancadas permanecem concentradas no oeste do Amazonas, no norte do Pará e em áreas do Amapá, favorecidas pela combinação entre calor, umidade e a entrada de umidade do oceano. Já no Centro-Oeste, a atuação do bloqueio atmosférico continua restringindo a formação de nuvens de chuva. A exceção é Mato Grosso do Sul, principalmente entre o sul e o leste do estado, onde ainda podem ocorrer pancadas isoladas. Nas demais áreas da região, assim como no Tocantins, no sul da Região Norte, no interior de Minas Gerais e em grande parte do interior do Nordeste, a tendência é de manutenção do tempo firme, com pouca nebulosidade, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar. — O bloqueio mantém esse padrão de tempo mais seco e quente nessas áreas, sem previsão de chuva significativa — completa.