O grupo do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), chega ao fim das convenções partidárias abocanhando as principais siglas do centrão para a aliança em torno da candidatura do deputado federal Sandro Alex (PSD) ao Palácio Iguaçu.

Já o senador Sergio Moro (PL), líder nas pesquisas de intenção de voto ao Executivo, fará campanha com o apoio da família Francischini e do partido Novo de Deltan Dallagnol, ambos arrancados da base de Ratinho Junior.

Além de Alex e Moro, outro nome de peso na corrida ao governo é o deputado estadual Requião Filho (PDT), que aparece em segundo lugar nas pesquisas. Ele tem o apoio do PT, em uma costura feita ainda no final do ano passado que também agrega PV, PC do B e a federação PSOL-Rede, além de PRD e Solidariedade. Para o Senado, a chapa traz dois nomes petistas: a ex-ministra de Lula e deputada federal Gleisi Hoffmann e o ex-deputado federal Dr. Rosinha.

O grupo de Ratinho Junior demorou mais para definir um nome para as urnas e sentiu o impacto da filiação de Moro ao PL, no final de março. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem hoje a segunda maior bancada na Assembleia Legislativa do Paraná, integrava a base aliada do governador.

Para garantir uma ampla aliança contra Moro, Ratinho Junior articulou para tirar da corrida dois nomes que estavam dispostos a concorrer à cadeira de governador: o deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos), presidente da Assembleia, e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB).