Republicanos ainda pode rever a decisão de vetar a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) para o governo do Estado, segundo fontes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Cleitinho (PL-MG) — Foto: Valor Os partidos encerraram a fase de convenções partidárias em Minas Gerais nesta quarta-feira (5) como muitas indefinições na formação das chapas majoritárias. O processo de escolha de candidatos a senador e vice-governador devem se estender até o prazo final de registro das candidaturas, no dia 15. Interlocutores consideram provável que ainda haja mudanças nas chapas até lá. Duas fontes a par das negociações informaram que o Republicanos ainda pode rever a decisão de vetar a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) para o governo de Minas Gerais. Após muitas idas e vindas, Cleitinho gravou um vídeo com o presidente do partido, Marcos Pereira, afirmando que não seria candidato, que precisava se cuidar por conta do luto pela morte do irmão mais novo Matheus Azevedo. Leia mais No dia seguinte, na convenção nacional da legenda, recuou e anunciou que desejava ser candidato. Pereira fez um discurso de 20 minutos relatando o histórico de idas e vindas que durou meses e afirmou que o assunto era “página virada”. O dirigente acrescentou que não seria “irresponsável” por colocar Minas “nas mãos de uma pessoa que ora pensa uma coisa, e cinco minutos depois, pensa outra”. Cleitinho seguiu pressionando para uma nova reunião com os dirigentes do Republicanos. Alguns diretórios municipais, celebridades e militantes também passaram a pressionar o partido nas redes sociais para rever a decisão. Até o momento, o Republicanos não fechou sua chapa em Minas. O PL, que pretendia apoiar Cleitinho, anunciou o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Flávio Roscoe como candidato ao governo. O partido discute o nome para vice, sendo mais cotado o empresário Vittorio Medioli (PL). A legenda já tinha escolhido como candidato a senador o deputado federal Domingos Sávio (PL). “Trabalhamos para que o Cleitinho fosse o candidato, respeitando ali a vontade da população. Mas, infelizmente, após mais de 120 dias aguardando, não foi possível, com a decisão do Republicanos de não lançar o candidato”, afirmou o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). “Vamos juntos transformar o Brasil. Aguardamos Cleitinho no nosso palanque. Desejamos a ele o melhor nesse momento de transição que ele passa, nesse momento difícil, de luto. E estaremos sempre aí ao lado daqueles que são porta-vozes da população mineira”, afirmou Roscoe em vídeo. Cleitinho liderava as pesquisas de intenção de votos. Na Genial/Quaest divulgada na semana passada, ele aparecida com 35%. Flávio Roscoe registrou 2%, empatado em sexto lugar com Ben Mendes (Missão). Na simulação feita pelo instituto em um cenário sem Cleitinho Roscoe aparece em quinto lugar, com 4% das intenções de voto. Quatro legendas definiram chapa O PL chegou a avaliar apoiar a candidatura do ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP), que articula a formação de uma ampla aliança de centro-direita, incluindo Republicanos, União Brasil, PP, PRD, Solidariedade, Podemos, PRTB e Mobiliza. Com exceção do PRTB, que anunciou como candidato à Presidência Leonardo Avalanche, os demais adotaram nacionalmente a neutralidade na eleição presidencial, gerando dúvidas sobre o palanque para Flávio Bolsonaro. A federação União-Progressista segue com as negociações para formação da chapa. O PSD já havia definido Mateus Simões (PSD) candidato à reeleição como governador e Carlos Viana (PSD) para reeleger-se como senador, mas ainda não divulgou os nomes escolhidos para o Senado. No espectro centro-esquerda, a federação que reúne PT, PV e PCdoB confirmou Patrus Ananias (PT) candidato a governador e Marília Campos (PT) para o Senado. Há expectativa que a federação anuncie nomes para Senado e vice-governador em evento nesta noite. Uma opção seria ter a candidata ao Senado Áurea Carolina (Psol) na chapa, caso a federação Psol-Rede entre em consenso com a federação Brasil da Esperança. O PSB, partido com o qual o PT também pretende formar aliança, vai reunir seus deputados agora às 18h para decidir se formará aliança com PDT ou PT. O PSB tem como pré-candidato ao governo do Estado do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares. O PDT, que tem Alexandre Kalil como candidato a governador, anunciou a escolha do ex-deputado federal Carlos Mosconi (PSDB), para vice. O partido, que agora tem aliança com PSDB e Cidadania, não definiu nomes para o Senado. O MDB, que já tinha anunciado Gabriel Azevedo candidato ao governo, anunciou para vice a vereadora de Montes Claros Maria Helena Lopes (MDB). Os candidatos ao Senado serão anunciados nos próximos dias. Até o momento, apenas quatro legendas definiram chapa completa: Missão, UP, PCB e PSTU. Todas serão puro-sangue, composta apenas por quadros do próprio partido. O Missão tem como candidatos Ben Mendes (governador), Cabo Davis Souza (vice), sem senadores. O UP tem Indira Xavier como candidata a governadora, Renato Amaral como vice, Ana Luíza do MLB e Fidélis Alcântara na disputa do Senado. O PCB definiu Túlio Lopes candidato a governador e Warlen Nunes como vice. O partido não terá candidatos ao Senado. O PSTU definiu Rafael Dutra (governador), Professora Diana de Cássia (vice), Victoria Mello e Jordano Carvalho (senadores).