Resultado foi impulsionado pelo crescimento na distribuidora, que teve alta anual de 7,2% no “mercado fio faturado”, afetado por atividade econômica mais aquecida na concessão paranaense e altas temperaturas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Subestação de Bateias, no Paraná — Foto: Divulgação/Copel A Copel encerrou o segundo trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 645,1 milhões, valor que representa alta de 42,6% ante o verificado em igual etapa do ano passado. Se considerado o lucro reportado, que inclui itens não recorrentes, o montante obtido fica em R$ 1,05 bilhão entre abril e junho, crescimento anual de 82,6%. Confira os resultados e indicadores da Copel e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 De acordo com a companhia, o resultado foi impulsionado pelo crescimento na distribuidora, que mostrou uma alta anual de 7,2% no chamado “mercado fio faturado”, afetado por uma atividade econômica mais aquecida na concessão paranaense e pelas altas temperaturas. Houve ainda ganhos da ordem de R$ 75 milhões em oportunidades em geração e comercialização, completou a companhia. Assim, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente da companhia ficou em R$ 1,6 bilhão também no segundo trimestre, que equivale um avanço anual de 20,8%. A receita operacional líquida chegou a R$ 6,9 bilhões no segundo quartil do ano, representando um crescimento anual de 11,1%. No trimestre, a Copel investiu R$ 957,2 milhões, dos quais metade foi direcionada para a modernização e automação da rede de distribuição. Os aportes também tiveram como destino a ampliação de capacidade das usinas hidrelétricas Governador Bento Munhoz, conhecida como Foz do Areia, e Governador Ney Braga, também chamada de Segredo, ambos vencedoras do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) realizado em março deste ano. De acordo com o vice-presidente de finanças e de relações com investidores da Copel, Felipe Gutterres, o início dos aportes relacionados ao leilão contribuiu para que a empresa chegasse a uma alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda, de 2,9 vezes. A companhia havia fechado o trimestre anterior em 2,8 vezes e, no último dia 15 de julho, atualizou seus parâmetros para este indicador colocando os 2,9 vezes como orientador de sua “estrutura ótima de capital”.