Pré-candidatura de Eduardo Girão ao governo do Ceará, retirada para compor a chapa do mineiro, foi pivô do conflito público que dividiu a ex-primeira-dama e Flávio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O candidato ao Senado Carlos Bolsonaro — Foto: Reprodução/Redes sociais O candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL-SC) ironizou nesta quarta-feira a escolha do senador Eduardo Girão (Novo-CE) como vice na chapa de Romeu Zema (Novo) ao Planalto. “Quase me assustei com esse enredo...”, escreveu Carlos nas redes socais. A pré-candidatura de Girão ao governo do Ceará, retirada para compor a chapa de Zema, foi pivô do conflito público que dividiu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Carlos reagiu a uma publicação que trazia a seguinte alegação sobre a escolha de Girão para a chapa de Zema: "E a libertação do Ceará? E a briga contra o crime organizado? Pelo visto, nunca foi pelo Ceará e muito menos pelo Brasil. Ah, os liberais." Girão foi confirmado como vice da candidatura presidencial do ex-governador de Minas Gerais na terça-feira, consolidando uma chapa "puro sangue". Como adiantou o GLOBO, o parlamentar passou a ter o nome considerado nas últimas semanas, diante da dificuldade do partido para construir uma coligação que abarcasse outras siglas. Girão era pré-candidato ao governo do Ceará e contava com o apoio da ex-primeira-dama. A postulação dele no estado, onde o PL acabou declarando apoio ao ex-governador Ciro Gomes (PSDB), elevou o conflito do clã bolsonarista. Na última pesquisa Genial/Quaest, ele teve 3% das intenções de voto no primeiro turno, distante dos 43% de Ciro e dos 33% do atual governador Elmano de Freitas (PT), que busca a reeleição. Michelle se posicionou contra o apoio do partido à candidatura de Ciro e passou a defender que a deputada Priscila Costa, uma de suas principais aliadas e vice-presidente nacional do PL Mulher, fosse a candidata da legenda ao Senado. Flávio, por sua vez, respaldou as negociações conduzidas pela direção do partido e criticou a postura da madrasta, classificando-a como "autoritária". Racha familiar A crise atingiu o auge quando Michelle publicou um vídeo de 27 minutos nas redes sociais afirmando que havia sido "maltratada", "desrespeitada" e "humilhada" pelo enteado durante uma ligação telefônica. Segundo ela, Flávio disse que seria melhor que ela não interferisse nas decisões do partido porque teria "chegado ontem" e não entendia de política. A ex-primeira-dama também afirmou que os enteados a tratavam como "idiota", disse que se recolheria da campanha e declarou que, desde o telefonema, o senador nunca mais a procurou. O desgaste levou Michelle a se afastar da campanha presidencial e, dias depois, a deixar a presidência nacional do PL Mulher, cargo que ocupava desde 2023. Diante do potencial desgaste para sua campanha, em especial com o eleitorado feminino, Flávio divulgou há duas semanas um vídeo em que pediu desculpas à madrasta. Também por meio de um vídeo, a ex-primeira-dama disse perdoá-lo e aceitou o pedido. Mas, desde então, os dois não chegaram a se reunir, o que era aguardado para a convenção do PL do Distrito Federal, no domingo. A ex-primeira-dama não compareceu, após internação. Michelle também não esteve presente no evento do PL desta quarta-feira que anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice de Flávio.