Os seus olhos, neste momento, estão diante das imagens em maior resolução já feita da superfície do Sol. Os registros, publicado nesta quarta-feira (5) na revista Nature, permitem uma maior compreensão sobre o campo magnético solar e o funcionamento da nossa estrela.
As imagens não têm valor somente por sua beleza. Elas comprovam a existência de instabilidades Kelvin-Helmholtz na superfície solar, confirmando teorias anteriores.
As fotografias e vídeos foram obtidos, em uma região magneticamente ativa perto de uma mancha solar, com o Telescópio Solar Daniel K. Inouye, da NSF (sigla em inglês para Fundação Nacional da Ciência). Esse é o maior telescópio solar do mundo e está instalado no Havaí.
As tais instabilidades Kelvin-Helmholtz mencionadas são um fenômeno observado em dinâmica de fluídos, oceanografia e magnetosferas planetárias.
"Essa instabilidade acontece em vários lugares. Na atmosfera da Terra tem", afirma Francisco Carlos Rocha Fernandes, pesquisador da divisão de astrofísica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que não participou do estudo.










