Ao ser questionado por uso do acessório no ano passado, o governador disse que a situação foi isolada; candidato também minimizou a influência de Eduardo na aplicação do tarifaço ao Brasil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tarcísio diz que não usaria novamente o boné com lema de campanha de Trump — Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP e Reprodução/Instagram O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira que não voltaria a usar o boné símbolo dos apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao ser questionado sobre se arrepender de ter vestido o acessório, e também se o colocaria novamente hoje, o governador e candidato à reeleição respondeu que a situação foi isolada. — Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Coloquei o boné naquela situação da posse. Não [colocaria hoje] — disse Tarcísio ao programa É Notícia, da RedeTV. Em janeiro do ano passado, Tarcísio e outros governadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) celebraram o retorno de Donald Trump à Casa Branca nas redes sociais, durante a posse do republicano. Na ocasião, o governador apareceu em um vídeo usando o boné vermelho com a frase "Make America Great Again", slogan da campanha de Trump. Na gravação, ele também afirmou que aquele era "um grande dia". Ainda na entrevista, Tarcísio minimizou a influência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, na decisão do governo americano de impor tarifas ao Brasil. — O Eduardo não teria peso para tomar a decisão pelo governo americano. Isso é narrativa — afirmou o político. Em evento com empresários realizado em agosto do ano passado, o governador afirmou que o Brasil precisava adotar uma postura pragmática diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a estratégia para lidar com Trump passava por oferecer "vitórias" em troca da retirada das sobretaxas. — Acho que é fundamental compreender um pouco do estilo do presidente americano. É um presidente que vive da economia da atenção, que gosta de sentar com um chefe de Estado e dizer: "Olha, consegui uma vitória". Ele está querendo colecionar vitórias. Então, por que não entregar algumas vitórias? — afirmou durante um painel em São Paulo. Na ocasião, Tarcísio também criticou o "tarifaço", que, segundo ele, atingia setores estratégicos da economia paulista. Haddad chama Tarcísio de 'ingênuo' Principal adversário de Tarcísio nas urnas, o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), aproveitou o novo tarifaço para criticar o apoio declarado do atual governador paulista a Trump. O petista atribuiu a medida econômica à animosidade política fomentada pelo bolsonarismo, isentando de responsabilidade o governo do presidente Lula. — Espero que o Tarcísio reavalie a sua posição de apoio ao governo dos Estados Unidos. Ele tem que reavaliar e fazer uma autocrítica, por ter sido ingênuo de imaginar que um outro país fosse defender os nossos interesses. Foi uma ingenuidade muito grande — declarou Haddad, durante agendas na região de Jales, no interior do estado. Haddad alegou que o Brasil não está em conflito com os americanos, mas sim o "governo Trump que tem problemas conosco", e destacou o fato de o Brasil conviver há anos com déficit na balança comercial, e não o contrário.
Tarcísio diz que não voltaria a usar boné de Trump após tarifaço
Ao ser questionado por uso do acessório no ano passado, o governador disse que a situação foi isolada; candidato também minimizou a influência de Eduardo na aplicação do tarifaço ao Brasil









