Houve piora na avaliação entre eleitores de classe média e indecisos, mostra levantamento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Lula discursa na convenção do PT que lançou sua candidatura ao quarto mandato — Foto: Edilson Dantas Apesar da perda de terreno para seus adversários na pesquisa de intenção de voto da Quaest nesta quarta-feira, a manutenção da aprovação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em patamar superior ao da desaprovação (48% contra 47%), ainda que dentro da margem de erro, atenua a má notícia para o presidente na perspectiva da eleição de 2026. Trata-se de um indicador relevante para medir as chances de vitória, especialmente diante do cenário de forte polarização política. Ainda assim, esses dados também trazem sinais de alerta para o Palácio do Planalto. Houve piora na avaliação do governo, com aumento da desaprovação, entre os eleitores de classe média e os indecisos — segmentos nos quais o presidente busca ampliar a aprovação e as intenções de voto. Entre os independentes, que não se associam à esquerda nem à direita, a aprovação recuou de 45% para 42%. A desaprovação subiu entre os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos, de 54% a 58%. No entanto, a aprovação do petista subiu cinco pontos no Nordeste, tradicional reduto lulista, de 61% a 66%. O movimento indica dificuldades justamente entre os grupos considerados estratégicos para uma eventual reeleição. O quadro é particularmente delicado porque, embora Lula mantenha certo favoritismo, a vantagem sobre os principais adversários permanece relativamente estreita. O resultado da eleição dependerá de diversos fatores, entre eles o nível de comparecimento às urnas, tema que preocupa parte dos auxiliares do presidente. Uma abstenção elevada tende a aumentar a imprevisibilidade do pleito. A gratuidade do transporte público no dia da votação, que não havia para todo o país na eleição de 2022, pode contribuir para estimular a participação do eleitorado, embora seu impacto sobre a abstenção ainda seja incerto.