Na seara eleitoral, o levantamento mostra que o petista segue liderando todos os cenários testados de segundo turno 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula tem seu governo aprovado por 48%, segundo pesquisa Genial/Quaest, e desaprovado por 47%; presidente lidera todos os cenários de 2º turno — Foto: Gabriel de Paiva/ 23-06-2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 22:08 Aprovação de Lula supera rejeição pela primeira vez em 2024, diz pesquisa A pesquisa Genial/Quaest revela que a aprovação do governo Lula superou a desaprovação pela primeira vez desde 2024, atingindo 48% contra 47%. A melhora ocorreu em grupos tradicionalmente críticos, como homens e pessoas de maior renda. Na corrida eleitoral, Lula lidera em todos os cenários de segundo turno, especialmente contra Flávio Bolsonaro. A pesquisa também destaca um aumento na aprovação entre evangélicos e eleitores independentes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem mostra que a aprovação ao governo Lula superou numericamente a desaprovação pela primeira vez desde dezembro de 2024. O índice positivo é de 48%, contra 47% que desaprovam a gestão petista. A melhora foi puxada por segmentos que têm mais resistência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como os homens e a faixa mais rica da população. Também houve avanço entre eleitores independentes. Na seara eleitoral, o levantamento mostra que o presidente Lula segue liderando todos os cenários testados de segundo turno. Na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário, o petista aparece com 45% contra 37% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na divulgação anterior, o presidente marcou 44%, enquanto Flávio tinha 38%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No primeiro turno, Lula mantém a liderança, com oscilação de um ponto para cima. Ele aparece com 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio, que fica em segundo lugar. Na divulgação anterior, em junho, o petista tinha 39%, e o senador, 29%. Lula também está à frente entre os eleitores independentes. Na simulação de primeiro turno, o petista aparece com 30% das intenções de voto no segmento, contra 15% de Flávio. Em um eventual segundo turno, Lula oscilou de 37% para 40% em relação a junho, e Flávio de 24% para 27%. A margem de erro nesse grupo é de quatro pontos percentuais. Crise em série A pesquisa Genial/Quaest causou preocupação em aliados de Flávio. Mais do que a manutenção da vantagem de Lula em um eventual segundo turno, integrantes do PL avaliam que o levantamento consolidou os efeitos de uma sequência de crises enfrentadas pela candidatura desde maio e reforçou a necessidade de ajustes na condução da campanha (leia mais na página 6). Nas redes sociais, Flávio ironizou o levantamento e parabenizou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, pela proposta de criação de um selo para os institutos de pesquisa que mais se aproximarem dos resultados da eleição. As empresas criticaram. Embora não haja, neste momento, discussão sobre mudanças na coordenação da campanha, apesar de críticas ao senador Rogério Marinho (PL-RN), aliados defendem que Flávio intensifique o diálogo com dirigentes partidários, parlamentares e lideranças regionais. Já a campanha de Lula à reeleição pretende explorar a rejeição ao presidenciável do PL, que chegou a 57%, segundo a Genial/Quaest, com novos ataques que miram a relação do adversário com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e os desgastes provocados pela briga com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Aliados de Lula, porém, identificaram um ponto de atenção no dado que aponta que 62% dos eleitores veem impacto negativo na campanha das investigações contra o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) no caso Master. Wagner foi alvo de buscas e apreensão no mês passado em uma das fases da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que apura se o então líder do governo atuou a favor dos interesses do Master no Congresso em troca de “vantagens indevidas”. Em reação à operação, Wagner reclamou de “patacoada” da PF, admitiu relação com Augusto Lima, sócio do Master, e resistiu a deixar a liderança do governo. Este mês, Lula participou de evento na Bahia ao lado do senador e exaltou a trajetória política do aliado, que é candidato à reeleição. Na campanha de Lula, a estratégia é mirar nas contradições de Flávio na relação com Vorcaro, mostrando que o senador acusa adversários de envolvimento com o Master, enquanto é “amigo” do banqueiro. A briga com Michelle também será usada, com o argumento de que defende valores cristãos, mas briga com a própria família, com ataques à madrasta. Pacote de bondades Quanto à avaliação do governo, petistas veem claro efeito do pacotão de bondades dos últimos meses, como o Desenrola 2.0, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, fim da Taxa das Blusinhas e ampliação de crédito. Além disso, 69% dos entrevistados se declaram a favor da escala 6 por 1, uma das principais bandeiras do governo. A aprovação do governo melhorou inclusive entre homens, segmento no qual Lula enfrenta resistência. Entre o público feminino, a gestão é aprovada por 50%, contra 44% que desaprovam; enquanto isso, no masculino, o petista é aprovado por 46% e desaprovado por 50%. Apesar do cenário, no mês passado, o governo Lula tinha desaprovação de 53% entre os homens, índice que chegou a 55% nos três meses anteriores. Nesse segmento, a margem de erro é de três pontos. Outro fator que alavanca a melhora no cenário é o desempenho do governo entre o público de 16 a 34 anos. Nessa faixa etária, Lula é aprovado por 48%, contra 46% que o desaprovam. Em junho, o cenário era o oposto: a gestão petista era reprovada por 50%, contra 43% que aprovavam. Entre os eleitores independentes, o governo apresentou melhora, dentro da margem de erro de quatro pontos para o segmento. Agora, o índice de aprovação e desaprovação é o mesmo: 45%. Em junho, 47% desaprovam (41% aprovavam), e, em abril, 58% desaprovavam (52% aprovavam). Tradicionalmente mais forte entre o público de baixa renda, em especial pelos programas sociais, o governo Lula também melhorou o desempenho entre quem tem renda familiar superior a cinco salários mínimos. Nesse grupo, a gestão é desaprovada por 54%, contra 41% que aprovam. Em junho, a desaprovação era de 60%, enquanto a aprovação era de 35%. O cenário mostra que, em um mês, a diferença saiu de 25 para 13 pontos. Desde abril, Lula vem diminuindo gradualmente a percepção negativa dos evangélicos, que são um dos pilares do bolsonarismo. Àquela altura, o índice de desaprovação era de 68%, chegando a 58% na pesquisa divulgada ontem. No mesmo período, o percentual dos que aprovam saltou de 28% para 37%. A Quaest perguntou ainda se Lula merece se reeleger: 45% responderam que sim e 51%, não. O levantamento foi realizado entre os 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistas. Nível de confiança de 95%.
Quaest: Lula melhora em grupos que o rejeitam e aprovação fica acima da desaprovação pela primeira vez desde 2024
Na seara eleitoral, o levantamento mostra que o petista segue liderando todos os cenários testados de segundo turno













