Plano foi submetido já com a adesão de mais de 83 credores, o que representa cerca de 54% dos créditos sujeitos à reestruturação, atendendo ao quórum exigido pela legislação, explicou a empresa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Alliança anunciou nesta quarta-feira (5) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial junto à Justiça de São Paulo por conta de dívidas que chegam a R$ 1,1 bilhão. Segundo a companhia, o plano foi submetido já com a adesão de mais de 83 credores, o que representa cerca de 54% dos créditos sujeitos à reestruturação, atendendo ao quórum exigido pela legislação para a sua aprovação judicial. A medida representa uma etapa decisiva no processo de reestruturação financeira da empresa, iniciado após a Geribá Investimentos assumir o controle acionário da companhia no início de março. A administração da Alliança espera que a combinação de conversão de dívidas em ações e os descontos aplicados promova uma redução expressiva na alavancagem financeira da companhi. Um dos destaques da negociação foi o engajamento de médicos fundadores e parceiros relevantes, como a Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa, que optaram por converter seus créditos em ações e retornar à base acionária da Alliança. Essa tendência de alinhamento com a visão de longo prazo do negócio foi expressiva, do total do valor detido pelos credores que já assinaram o plano, mais de 92% foram destinados à opção de conversão de dívida em participação societária. O plano estabelece que cada credor terá um prazo de 30 dias corridos, contados a partir da homologação judicial, para escolher uma das três opções de pagamento propostas. A primeira opção é a conversão integral dos créditos em ações da Alliança, resultando na quitação total da dívida, a segunda é o pagamento de 30% do valor do crédito em 11 parcelas anuais, com remissão do restante da dívida, e o terceiro é o pagamento em parcela única com teto de R$ 15 mil por credor. Além dessas opções, o plano prevê condições exclusivas para parceiros estratégicos e locadores de imóveis que decidam manter suas relações comerciais com a companhia, afirma a Alliança. A companhia ressaltou que a recuperação extrajudicial tem caráter estritamente financeiro e não altera o cumprimento de suas obrigações com pacientes, funcionários, operadoras, seguradoras e cooperativas de saúde. A dona de clínicas diagnósticas como CDB, Cedimagem, Axial e Delfin entrou, em março, com uma medida cautelar buscando a proteção contra a execução de dívidas, considerado um passo que precede o pedido de recuperação extrajudicial. No início de março, a Geribá comprou o controle da Alliança. As ações pertenciam originalmente ao empresário Nelson Tanure, mas foram executadas como garantia dos credores que deram empréstimo ao empresário na Ligga Telecom. — Foto: Reprodução/Site Alliança